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quinta-feira, 26 de abril de 2012


A vida anda um bocadinho complicada, não anda, meu anjo? Responde-me. Não apenas para mim, mas para todos nós, não é? Quem tudo tem, tudo perde. Oh, no meu caso, não foi bem assim. Eu desejei-o, mas nunca o tive. Quanto mais lutava, mais caia. Os buracos estavam por toda a parte e o sorriso deixara de ser tão verdadeiro como outrora fora. O jardim da vida antes florido fora abatido e as amizades basearam-se na solidão. O pior de tudo são as noites em branco, a imagem dos dedos entrelaçados, a troca dos sorrisos. E como tudo parecia tão real ao meu ver e tão irónico no entender dos outros. «É feita de sonhos, onde tem a cabeça?», pensam eles. Mas, eu ignoro. Eu sei o que tu me transmites, o que queres que eu veja. E nunca desisti, como te prometi. Agora, tenho que admitir uma coisa: eu mereço uma resposta tua. Um sinal teu, pelo menos. Faz qualquer coisa, não me deixes desistir. Eu estou no limite, não aguento mais. Oh, anjo, ilumina-me o caminho, por favor. Cuida de mim, não me deixes cair.

domingo, 22 de abril de 2012


Peço-te que não me deixes, que não me abandones enquanto estou a naufragar nas ondas do alto mar do amor. E fecho os olhos com força para não perder a fé. A solidão preenche-me a alma, invade-me o coração e não há nada que mos faça abrir. O silêncio é o fogo que não se vê, mas que queima e magoa o coração. Oiço a minha própria respiração ofegante e tento concentrar-me para ouvir a dele. Não consigo escutar mais nada e tenho o pressentimento que o meu corpo intacto é o único que está naquele quarto. Os minutos são como horas a passar. E o maldito relógio prende-me a atenção pelo som que invade todos os ouvidos que presenciaram aquele espaço. Tento abrir os olhos a custo, mas algo me diz que ainda não posso. Os anjos cantam-me uma canção. Chamar-lhe-ia melancólica, ao invés de mensageira. E logo estes que me juraram nunca fazer sofrer. Abro os olhos com demasiada força, e olho em redor. Já não estás lá, como me sempre prometeste. Questiono-me para onde foste e porquê e obtenho logo uma resposta «Seguis-te o coração. E para ele, eu não era nenhum caminho.»

quinta-feira, 5 de abril de 2012


Deito a cabeça na almofada e perco os sentidos. Como hei-de explicar o que sinto? O meu corpo não responde e as pálpebras não se abrem.  Penso que tenha sido a força das lágrimas, mas, de imediato, a resposta vem ao de cima: impossível. Sabia como me sentia, mas ao mesmo tempo não sabia porque estava assim. Mesmo tendo perdido os sentidos, conseguia a ouvir na perfeição tudo o que estava a ser dito. «Não sabemos o que se passou com ela .. Andava tão bem.» As palavras ecoavam agora como um remoinho numa noite selvagem. Oh, ninguém sabia o porquê. A minha visão das coisas era simples: ninguém estava disposto a saber. Pessoas ocupadas com vida alheia para além da minha.
Tento abrir os olhos e vejo tudo enublado, com visão fraca. Tento abri-los novamente e, desta vez, consigo ver tudo bastante nítido. Respondo de imediato: «Estava a ver que não acordava. Sabem, os anjos quiseram-me mais tempo do que estava previsto. E, oh, como foram prestáveis.»

P.S.- Vou estar ausente durante uns dias, mas vou ver todas as vossas palavrinhas quando voltar. Boa pascoa para todos, corações.