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quinta-feira, 26 de abril de 2012


A vida anda um bocadinho complicada, não anda, meu anjo? Responde-me. Não apenas para mim, mas para todos nós, não é? Quem tudo tem, tudo perde. Oh, no meu caso, não foi bem assim. Eu desejei-o, mas nunca o tive. Quanto mais lutava, mais caia. Os buracos estavam por toda a parte e o sorriso deixara de ser tão verdadeiro como outrora fora. O jardim da vida antes florido fora abatido e as amizades basearam-se na solidão. O pior de tudo são as noites em branco, a imagem dos dedos entrelaçados, a troca dos sorrisos. E como tudo parecia tão real ao meu ver e tão irónico no entender dos outros. «É feita de sonhos, onde tem a cabeça?», pensam eles. Mas, eu ignoro. Eu sei o que tu me transmites, o que queres que eu veja. E nunca desisti, como te prometi. Agora, tenho que admitir uma coisa: eu mereço uma resposta tua. Um sinal teu, pelo menos. Faz qualquer coisa, não me deixes desistir. Eu estou no limite, não aguento mais. Oh, anjo, ilumina-me o caminho, por favor. Cuida de mim, não me deixes cair.

quarta-feira, 21 de março de 2012



Estranho foi perceber que passar madrugadas no computador já não era tão interessante, que ter noites mal dormidas não ia melhorar nada. Perceber que aquela desorganização do meu quarto estava a começar a assustar-me, e que, a cada dia que passava, queria ter total privacidade. Poderia e, na maioria das vezes, preferia estar sozinha. Senti-me mais adulta, mas, ao mesmo tempo, uma criança indefesa. Parei de me preocupar com as opiniões alheias e comentários. Comecei a despreocupar-me. Comecei a olhar para as minhas roupas de outra maneira, a misturar as cores, a ser eu própria, sem ter a necessidade de ser artificial para chamar a atenção. Preferi o silêncio, a escrita e os olhares. Senti-me completa de todas as maneiras possíveis. Aprendi a ser mais paciente e a deixar de me irritar com pouca coisa. Até a maneira de como escrevo mudou, porque, resumidamente, eu escrevia, apenas, para descarregar todo o amor não- correspondido. E, agora, não. Agora, escrevo porque gosto, porque me trás leveza, já me é natural. Agora, não me culpo por algo dar errado, porque comecei a cuidar mais de mim em vez de cuidar dos outros. 
E, o mais importante de tudo, comecei a preocupar-me com quem eu sou ao contrário de me preocupar com o reflexo do espelho.