sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Quem diz que o amor não tem forma, mente. O amor tem o teu formato, o teu cheiro, a tua pele. O amor tem a tua caligrafia, a tua voz, a tua mente. O amor tem o teu mau feitio matinal e o cansaço acumulado do fim do dia. O amor tem o sabor do nosso primeiro beijo e a mágoa da nossa primeira discussão. O amor tem a textura dos teus dedos entrelaçados nos meus e o tamanho do teu sorriso somado com o meu. O amor és tu. O amor sou eu. E fodasse! Como é belo o amor. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Não sei o que é o amor. Nao sei qual é a cor, a textura, o feitio do amor. Não sei se é feito de pétalas, se de espinhos. Não sei se fica, não sei se vai. Não sei se arde ou se cura. Não sei se brilha ou abafa. Não sei o que é o amor. (...) Mas sei que o amor tem o teu nome escrito. E, bolas, como o amor dói e sara. Como o amor quebra, mas une. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Não é parar que é morrer.  Parar é fazer uma pausa, uma mera interrupção. E morrer é acabar, é reduzir a cinzas aquilo que não pode ser reduzido a pó. Morrer é falar e não ser ouvido, é cair e não ser apanhado. Parar não. Parar é mais fácil. É o preparar da morte, o esperar do destino. É o que antecede a morte. Mas não é um fim. É um ponto de partida que so tem como meta o termo. Não é parar que é morrer. É ir andando e nao ter para onde ir. 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Estou faminta de meios amores e meias metáforas e acabo por pedir a Deus que me dê amor próprio. Imagino-me aqui e acolá de braço dado ao amor e de costas voltadas para a tranquilidade. Dizem que amar é naufragar. Andar perdida, caída, desaparecida. Mas ninguém sabe escrever sobre o amor. Que raio estou eu a fazer?