Mostrar mensagens com a etiqueta sufoco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sufoco. Mostrar todas as mensagens

domingo, 29 de abril de 2012


Deito-me na cama e deixo-me cair. Com a minha queda, o mundo desaba. Há gritos, há sensibilidade. Há nervosismo e espanto. Há guerra, há mortes. Palavras perigosas correm pelas ruas, mas quando chegam às rotundas perdem-se no meio da confusão. Há correrias. Observo pela janela o egoísmo, o interesse de todos. É incrível como as pessoas chegam a um ponto em que tornam todos invisíveis. Há fraqueza, derrota. Não arriscam, deixam-se perder, sem saberem se existem probabilidades de saírem libertos. Perde-se a harmonia, a paz, a solidariedade. E eu fico, somente, a visualizar todo aquele cenário de guerra, de destruição. Tento gritar, lutar, mas o meu corpo continua intacto, sem se mover. Tenho um nó enorme na garganta e não consigo respirar. Expiro e inspiro, mas os meus pulmões não respondem. O coração acelera. Há desorientação, perigo. 
Deixam-se de ouvir gritos. Abro os olhos e tenho a testa coberta de suor. Tenho o coração a bater a mil à hora. A guerra instalara-se. Não na Terra, mas no meu coração. E sabem? São poucos os sobreviventes. 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O dia não podia ter corrido pior. Obrigada, amigo, mesmo.