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quinta-feira, 26 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Sou como uma folha a vaguear pelos ares. Caí de uma árvore com idade suficiente para sobreviver. Vagueio pelos ares, bonita, composta e verde. Verde no sentido da harmonia, da resistência, da calma. E, como, hoje, sinto saudades de a ser. Tornei-me numa tonalidade acastanhada, escura, negra. Tornei-me fria e vou contra todos aqueles que se metem à minha frente quando não me deixam correr pelos ares à procura de outro ser para me compreender. Distanciei-me da minha criadora. E, já não sei dela. Poderá andar perdida, também, que eu não saberei. Quando chove, não mergulho no oceano. São pequenas lágrimas, o máximo que consigo fazer para demonstrar que não estou bem. Mas mesmo assim, ninguém entende. Muitas vezes até, em vez de me guardarem, pisam-me com toda a força e não consigo voltar ao normal. Fico com anomalias, problemas graves e muitas vezes, não me consigo concertar. Nunca ninguém tem piedade e já nem digo respeito. Mas o pior mesmo é quando alguém te mira, diz aos outros que vales a pena seres recolhida, mas no final, és deitada ao chão. E, oh, no final de contas, percebo que sou comparada com alguém. Com muitos de vocês até. Mas a cima de tudo, sou parecida com quem escreve, com quem chora e com quem se desilude. Hoje, sou negra, escura, acastanhada. Oh, no final de contas sou cada um de vocês a meter-me noutro papel se não o vosso, só não consigo mudar de figura por muito tempo.
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