Pergunto-me o que aconteceu ao amor. Se estará perdido, farto ou zangado. Se quem o tem, o sufoca e o obriga a morrer um bocadinho mais a cada dia que passa.
Procuramos por ele. Em qualquer lado, em qualquer altura. Preparamos reforços para quando o sentimos e analisamos. Já nem existem borboletas na barriga. Voaram todas e não encontram o caminho de volta.
Perguntamos por ele. Interrogamos-nos quando irá voltar, sabendo bem que o amor só se encontra uma vez na vida. Os outros seres que por nós passaram com a palavra "amor" na boca são só seres enfeitiçados pela magia da paixão.
Solicitamos a presença dele. Na vida, na morte e na sobrevivência. Não importa a forma. Não importa o lugar. Não importa o tempo. É a lei da vida, é a lei do amor.
