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segunda-feira, 16 de abril de 2012


Foste o único que me conseguiu mandar para baixo sem me dares sequer uma mão para me agarrar. E doeu tanto. Doeu tanto tentar reter as lágrimas e mesmo assim, estas escorrem-me pela a cara a baixo. E tu não tens nem um bocadinho de importância na minha vida, mas sabes de cor todos os pontos fracos. E para quê todos os empurrões para o lado escuro da vida? Só me estás a escurecer a alma e a magoar o coração. 
Não tenho mais forças, e acabo de cair num buraco escuro que, com o teu riso abafado, acabas por tapar. E eu estou a tentar gritar para que alguém possa ouvir, mas apercebo-me que são somente gritos mudos e que ninguém me pode vir ajudar. E sabes porquê? Porque estou a tentar fugir da tua maldade, mas esta está mesmo quase a apanhar-me. E bem, tu deves de te estar a rir cada vez mais. Só me resta pedir aos anjos para me salvarem deste maldito dia. E, oh, eu acredito que ainda vás cair na rede da tua própria maldade. E quando for a tua vez, eu não vou estar a sorrir. Vou estar apenas na primeira fila da plateia a bater palmas. Muitas delas de indiferença. Tudo aquilo que precisava agora.