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segunda-feira, 23 de abril de 2012


Conheceram as palavras até estas se tornarem somente numa simples forma de comunicar com os outros. Conheceram a verdade até  à preferência do engano, do fingimento, da ignorância. Conheceram a pureza até começarem a tornar-se donos de todos aqueles que não estavam sobre governo. Conheceram a força até a vida lhes mostrar que, por vezes, é necessário desistir para seguir em frente. Conheceram o desconhecido até querem saber demais e se perderem no labirinto da existência. Conheceram as estrelas até estas se tornarem insignificantes ao ponto de serem invisíveis no céu. Conheceram a amizade até esta se tornar numa forma sintética de falsidade. Até ao momento em que conheceram o amor. Tentaram agarra-lo, fecha-lo numa garrafa e torna-lo eterno. Castigo é este se ter tornado falso, perigoso e, como muitos lhe chamam, mortivo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012


Foste o único que me conseguiu mandar para baixo sem me dares sequer uma mão para me agarrar. E doeu tanto. Doeu tanto tentar reter as lágrimas e mesmo assim, estas escorrem-me pela a cara a baixo. E tu não tens nem um bocadinho de importância na minha vida, mas sabes de cor todos os pontos fracos. E para quê todos os empurrões para o lado escuro da vida? Só me estás a escurecer a alma e a magoar o coração. 
Não tenho mais forças, e acabo de cair num buraco escuro que, com o teu riso abafado, acabas por tapar. E eu estou a tentar gritar para que alguém possa ouvir, mas apercebo-me que são somente gritos mudos e que ninguém me pode vir ajudar. E sabes porquê? Porque estou a tentar fugir da tua maldade, mas esta está mesmo quase a apanhar-me. E bem, tu deves de te estar a rir cada vez mais. Só me resta pedir aos anjos para me salvarem deste maldito dia. E, oh, eu acredito que ainda vás cair na rede da tua própria maldade. E quando for a tua vez, eu não vou estar a sorrir. Vou estar apenas na primeira fila da plateia a bater palmas. Muitas delas de indiferença. Tudo aquilo que precisava agora.

quarta-feira, 11 de abril de 2012


Gosto da simplicidade, da pureza e do brilho. Gosto de me perder nas linhas e de me encontrar nas palavras. Gosto do amargo e o doce, a mim, enjoa-me um bocado. Gosto que me digas a verdade e que não me escondas a mentira. Gosto da amizade, mas tenho medo do amor. Gosto da melancolia, mas odeio refugiar-me nela. Gosto da solidão, a quem passei a chamar de melhor amiga. Gosto de melodias caladas e de olhares que falam. Gosto do certo, mas um pouco de errado, também, nunca fez mal a ninguém. Gosto do escuro, mas um pouco de luz fica sempre bem. Gosto do silêncio, mas as palavras fazem-me companhia. Gosto de dedos entrelaçados, de abraços apertados e de beijos sentidos. Gosto que penses em mim, mas não consigo ter milhares de pessoas a falarem sobre mim. Gosto de ser diferente dentro do normal. E, oh, tu já devias de saber tudo isto de cor. De trás para a frente e da frente para trás. E sabes? Não gosto que não me entendas, quando não estás disposto a fazer algo para mudar isso.

segunda-feira, 9 de abril de 2012


Mergulho no oceano e tento vir ao de cima. O meu corpo leve passa agora a ser pesado e faz força para baixo, como nunca outrora fez. Tento gritar, mas esqueço-me que estou debaixo de água; ninguém me ouve. Começo a bater com os pés, mas as minhas pernas recusam. Arquejo com força e começam a formar-se bolhas que me penetram no nariz. Tenho uma pequena noção do tempo em que já estou debaixo de água, mas tento não desesperar. «15 segundos», como é possível? Bato os braços com força para formar espuma, mas não consigo ir ao de cima. Sinto algo a vir ao meu encontro e a entrelaçar os dedos nos meus. Segura-me na cintura e leva-me à superfície. Sussurra-me algo ao ouvido parecido com palavras de esperança invadidas com rancor. «Mudavas algo do "nosso" passado?», conheço a voz. Nego, porque não tinha ainda recuperado o folgo. Agarra-me na cabeça e manda-me para o fundo, de novo. Deixo-me estar lá, não luto mais. Perco as forças e deixo o oceano dominar-me por completo. Embato contra uma pedra. Consigo sentir que, pelo menos, esta não me vai virar as costas. Ainda tenho tempo. Ocupo-o somente a escrever o seguinte: "'Encontramo-nos no paraíso''. 
A minha alma está cinzenta com algumas pessoas e dei conta que tem razão. Não estou a conseguir suportar tanta falsidade e hipocrisia junta. Oh, por favor, enviem-me um saquinho com uma boa dose de paciência e de esperança. Estou mesmo a precisar. 

domingo, 1 de abril de 2012


Uma nuvem horrorosa anda a perseguir-me. Tão rápida que não me deixa descansar nem por um minuto. Está a custar tanto. Está tão cheia de falsidade, de mentiras e de desilusões. Tão cheia de pessoas falsas, hipócritas e interesseiras. Não paro de correr, e cada vez a sinto mais perto. Não consigo ver o final do caminho, parece que está longe. Tropeço em  todos os buracos que aparecem. Oh, que mal que isto me está a fazer. Estou sem fôlego, a pulsação está demasiado rápida. Passo por tanta gente conhecida e estas, apenas, me acenam como se não percebessem o que está a acontecer. Ou finjo muito bem, ou não querem mesmo saber de mim. Sigo em frente, não tenho outra opção. Está cada vez mais próxima, começo a desesperar. Vejo outro caminho distinto. Caminho o mais rápido possível, e tento desviar a atenção desta alma perigosa que anda atrás de mim. Penso melhor e volto para trás. Desisto. Deixo-me consumir. A dor é grande. Mas pior que a dor, é a desilusão. Essa sim, é infinita. 

sábado, 31 de março de 2012

Tu perdes-me mais um pouco a cada dia que passa e, oh, como isso me está a custar.

sexta-feira, 30 de março de 2012


Como está o tempo, hoje .. Tão triste, carregado e com tantas nuvens perdidas no escuro. É como uma réplica da minha alma, do meu estado de espírito. As gotículas de água a que estamos acostumadas a chamar de chuva, são as minhas lágrimas. E, oh, como me está a custar passar este dia sem a tua presença, sem as tuas palavras de apoio. Estás aqui tão perto de mim, mas estamos tão longe do pensamento uma da outra. Porque é que o mundo teima em tirar-me quem mais amo? Deixa-me adivinhar: porque as coisas boas, não duram para sempre. E que confusão que isso me faz .. Lembraste do que me disseste à um ano? "A vida não é justa, minha querida, nunca foi."? Agora, anda sempre comigo no pensamento. Dizias-me sempre toda a verdade de uma forma tão segura que não me mostrava medo e agora que o céu me caiu em cima, tenho medo. Medo da vida, medo de viver. Medo das pessoas que não conheço, mas principalmente das que conheço, porque sei do que são realmente capazes de fazer. E, como eu confiava em ti. Contava-te tudo sobre a minha vida, e eu sei que te preocupavas comigo e com o meu bem-estar. Agora, para onde foi essa preocupação? Diz-me, por favor. O tempo não está a acalmar e, oh, a minha alma também não.