-Onde é que está a minha irmã?
-Está lá dentro, mas agora, vamos ter uma conversa séria só nos dois.
-Desculpa? Eu vim falar com a minha irmã e não com um tipo que não conheço de lado nenhum. Por tanto, vai lá chama-la.
-Primeiro, vais ter de falar comigo.
-Meu, já me estou a começar a passar. Quem é que achas que és? Não passas de um puto, ya?
-Um puto mais velho e com mais juízo que tu! Por causa de ti, a tua irmã anda de rastos. Sabes o que é saber que nem sequer podes contar com o teus pais?
-Ela não deve de estar assim tão mal..
-Não? Só eu é que sei como é que ela está quando tu lhe mandas mensagens ou a tua mãe lhe tenta ligar! Ela nem parece a mesma.
-A minha irmã sempre foi assim, muito sensível. Acho que deves abrir os olhos para a realidade.
-Mas será que tu só pensas em ti?
-Olha o que dizes, já estás a abusar.
-Mas achas que eu tenho medo de falar contigo e dizer-te certas coisas que nunca ninguém te disse? Esse teu feitio só vai fazer com que acabes sozinho. É assim que queres?
-Deixa me viver como quero e como bem me apetece.
-Tu lá sabes o que fazes com a tua vida, mas eu juro-te que, se fizeres mais alguma coisa à tua irmã, vais ter problemas comigo.
-Já estou a tremer.
(...)
-Está tudo bem por aí? - perguntei eu, sabendo que a resposta não seria a mais agradável possível.
(continua .. )
sábado, 30 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Sem medos- XIII
-Achas que consegues pôr alguma coisinha na cabeça daquele miúdo? Ele só quer problemas e festas ..
-É típico de rapazes como ele, amor. Mas sabes, uma conversa de homem para homem faz milagres.
-Achas mesmo?
-Acho, vá, liga-lhe e diz lhe para vir ter contigo a minha casa. Dá-lhe a morada e diz lhe para que às 15h esteja lá.
-Está bem, amor e obrigada.- sorriu.
(...)
-Já está. Liguei lhe e como era de esperar, começou a reclamar o porquê de não ser eu a ir a seu encontro. Aquele miúdo nunca irá mudar.
-Mas .. ?
-Mas, ele aceitou, amor.
-Viste, princesa, eu disse-te!
Às 15h00 lá estava ele, a tocar à porta da morada que eu lhe dei. Sinceramente, pensei mesmo que ele não ia a meu encontro, mas, se ele estava alí, só tinha de aproveitar.
-Vou abrir a porta, amor! Deve de ser o teu irmão.
(...)
-Deves ser o irmão da Ana.- sorriu.
-Sim, sou eu, puto e tu, quem és?
-Sou o jonny, o namorado dela. Entra.
(Continua .. )
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Sem medos- XII
Passamos o dia todo a visitar a cidade. Nunca pensei que Lisboa fosse uma cidade tão grande e tão cheia de pessoas. Tudo isto parecia um sonho até o telemóvel tocar:
-Amor, é a minha mãe.
-Atende.- sorriu.
-Não. Não quero. Ela fez a escolha dela, agora, sou eu que faço a minha.
-Ouve, amor, - pôs-me a mão no queixo para ficarmos olhos nos olhos- não podes fugir dela sempre. Ela há-de continuar a insistir para poder saber se estás bem.
-Ela preferiu a felicidade do meu irmão. Está bem que quem ouvir isto deve de pensar que estou a ser eguista e tudo o mais, mas ela é minha mãe! Ela abdicou da felicidade dela e da minha pela felicidade do meu irmão!
-Mãe é mãe, amor. Elas querem sempre o melhor para os filhos.
-Neste caso, para o meu irmão.
-Já vi que não vale mesmo a pena discutir este assunto contigo.
-Não vale mesmo .. - senti lágrimas nos olhos.
-Oh amor, desculpa! Desculpa se fui bruto para ti, não era a minha intenção. Eu compreendo que estejas magoada com os teus pais.
-Não és tu, amor. Tu tens sido o meu anjo da guarda, o meu príncipe.- calei-me.- São os meus pais, sinto tantas saudades deles.
-Queres voltar para casa?
-Não! Não posso nem quero .. Vou acabar por me magoar de novo.
-Como é que sabes?
-É o que acontece sempre, amor. O meu irmão não muda, como te dei a perceber.
-E se eu tentar falar com ele?
-Amor, é a minha mãe.
-Atende.- sorriu.
-Não. Não quero. Ela fez a escolha dela, agora, sou eu que faço a minha.
-Ouve, amor, - pôs-me a mão no queixo para ficarmos olhos nos olhos- não podes fugir dela sempre. Ela há-de continuar a insistir para poder saber se estás bem.
-Ela preferiu a felicidade do meu irmão. Está bem que quem ouvir isto deve de pensar que estou a ser eguista e tudo o mais, mas ela é minha mãe! Ela abdicou da felicidade dela e da minha pela felicidade do meu irmão!
-Mãe é mãe, amor. Elas querem sempre o melhor para os filhos.
-Neste caso, para o meu irmão.
-Já vi que não vale mesmo a pena discutir este assunto contigo.
-Não vale mesmo .. - senti lágrimas nos olhos.
-Oh amor, desculpa! Desculpa se fui bruto para ti, não era a minha intenção. Eu compreendo que estejas magoada com os teus pais.
-Não és tu, amor. Tu tens sido o meu anjo da guarda, o meu príncipe.- calei-me.- São os meus pais, sinto tantas saudades deles.
-Queres voltar para casa?
-Não! Não posso nem quero .. Vou acabar por me magoar de novo.
-Como é que sabes?
-É o que acontece sempre, amor. O meu irmão não muda, como te dei a perceber.
-E se eu tentar falar com ele?
(Continua ..)
terça-feira, 26 de julho de 2011
Sabem, hoje, apeteceu-me escrever para todos vocês. Criar um blog fez me bem, enforteceu-me. Agora, não passo dias fechada no quarto, com a porta fechada e com a musica aos berros para que os meus pais não percebessem que estava a chorar. Agora, fecho a porta sim, mas venho ler o que vocês escrevem e o que (alguns) de vocês sentem. Vocês deram me a força quando mais necessitei e obrigada a todos por isso. Estarei aqui para todos vocês, apesar de tudo. E muito obrigada quando alguns de vocês também estão em baixo e ainda assim me dão conselhos fortes e valiosos. Muito obrigada, meus lindos. Vocês (também) fazem parte da minha vida ♥
segunda-feira, 25 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Ela diz: Talvez.
Ele diz: Talvez?
Ela diz: Eu lembro-me dele quando ouço aquela música na rádio, eu olho as fotos dele várias vezes durante o dia, eu releio aquelas conversas, eu penso nele antes de dormir, e eu ainda peço a Deus para fazer com que os nossos caminhos se cruzarem…
Ele diz: Isso é amor não é?
Ela diz: Amor pela metade …
Ele diz: Ele desistiu?
Ela diz: Ele nem se lembra.

Ele diz: Talvez?
Ela diz: Eu lembro-me dele quando ouço aquela música na rádio, eu olho as fotos dele várias vezes durante o dia, eu releio aquelas conversas, eu penso nele antes de dormir, e eu ainda peço a Deus para fazer com que os nossos caminhos se cruzarem…
Ele diz: Isso é amor não é?
Ela diz: Amor pela metade …
Ele diz: Ele desistiu?
Ela diz: Ele nem se lembra.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Sem medos- XI
Meus lindos, sei que não tenho comentado nada nem postado nenhum texto, mas não tive mesmo possibilidade de o fazer. Obrigada por todos os comentários, quando conseguir, irei retribui-los a todos. Kiss's grandes! ;)
-Estava a dizer à tua mãe que já sei a quem tu sais-te.- sorri.
-Pois é- riu-se- sou tão parecido com ela! - Abraçou-me.- O que é que estás a fazer acordada a esta hora, amor?
-Não consegui dormir, amor. Estive a pensar em tudo.
-Ela contou-te, mãe?
-Tudo, filho. E já lhe expliquei que isto não passa de uma fase má que a família está a ultrapassar. Tudo se há-de resolver.
-Concordo contigo, mãe. Mas acredito que seja dificil para ela gerir isto tudo.
-De facto, é. Mas começo a habituar-me a isto tudo.
-Calma, amor. Vai correr tudo bem.
-Vamos dormir, amor? Acho que já me está a chegar o sono.
-Vamos lá!
Lá fomos nós. Senti-me tão protegida que não pensei por momentos em problemas. Sentia-me tão bem. Sentia-me tão apaixonada e tão correspondida.
-Queres que fique aqui contigo um bocadinho?
-Não, podes ir dormir.
-Eu fico, amor. Quero que estejas bem.- sorriu.
-Obrigada mais uma vez.
-Não tens de quê. E não penses nos problemas, agora. Amanhã será um novo dia.
-Exacto. Amanhã será um novo dia.
(...)
O sol rompia pela janela. O céu estava limpo, sem nenhuma nuvem, com um sol deslumbrante. Parecia que tinha começado o dia em grande. Bateram à porta:
-Sim?
-Amor, sou eu. Posso?
-Sim, claro.- sorri.
Entrou (se eu tinha dito que parecia ter começado o dia em grande, agora, tinha mesmo a certeza disso).
-Tens aqui o pequeno-almoço.
-Não acredito. Fizes-te isto para mim?
-Claro que sim, tonta. Para quem mais deveria de o ter feito? - sorriu.
-Vem cá.- Beijei-o.
(Continua ..)
-Estava a dizer à tua mãe que já sei a quem tu sais-te.- sorri.
-Pois é- riu-se- sou tão parecido com ela! - Abraçou-me.- O que é que estás a fazer acordada a esta hora, amor?
-Não consegui dormir, amor. Estive a pensar em tudo.
-Ela contou-te, mãe?
-Tudo, filho. E já lhe expliquei que isto não passa de uma fase má que a família está a ultrapassar. Tudo se há-de resolver.
-Concordo contigo, mãe. Mas acredito que seja dificil para ela gerir isto tudo.
-De facto, é. Mas começo a habituar-me a isto tudo.
-Calma, amor. Vai correr tudo bem.
-Vamos dormir, amor? Acho que já me está a chegar o sono.
-Vamos lá!
Lá fomos nós. Senti-me tão protegida que não pensei por momentos em problemas. Sentia-me tão bem. Sentia-me tão apaixonada e tão correspondida.
-Queres que fique aqui contigo um bocadinho?
-Não, podes ir dormir.
-Eu fico, amor. Quero que estejas bem.- sorriu.
-Obrigada mais uma vez.
-Não tens de quê. E não penses nos problemas, agora. Amanhã será um novo dia.
-Exacto. Amanhã será um novo dia.
(...)
O sol rompia pela janela. O céu estava limpo, sem nenhuma nuvem, com um sol deslumbrante. Parecia que tinha começado o dia em grande. Bateram à porta:
-Sim?
-Amor, sou eu. Posso?
-Sim, claro.- sorri.
Entrou (se eu tinha dito que parecia ter começado o dia em grande, agora, tinha mesmo a certeza disso).
-Tens aqui o pequeno-almoço.
-Não acredito. Fizes-te isto para mim?
-Claro que sim, tonta. Para quem mais deveria de o ter feito? - sorriu.
-Vem cá.- Beijei-o.
(Continua ..)
sábado, 16 de julho de 2011

"O sorriso não é o mesmo que o riso. Separa-os um fosso tão grande como o que separa as lágrimas silenciosas, diante de um desgosto, dos gritos histéricos e lancinantes de quem não sabe dominar-se. Bergson escreveu: “O riso é algo que irrompe num estrondo e vai retumbando como o trovão na montanha, num eco que, no entanto, não chega ao infinito”. O sorriso, pelo contrário é silencioso como chuva mansa que cai e fertiliza a terra ou como brisa suave que acaricia e refresca o rosto. Enquanto o riso é extroversão, o sorriso desvenda delicadamente o interior de quem sorri.
O poder do sorriso é grande, e saber sorrir é algo de muito importante. Antoine de Saint-Exupéry diz: “No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele”.
O sorriso traduz, geralmente, um estado de alma; é um convite a entrar na intimidade de alguém, a participar do que lhe vai no íntimo. É por isso que o homem é o único animal que sorri; e, como é dotado de inteligência e vontade, pode sorrir quando tudo vai bem ou sorrir mesmo que as coisas corram menos bem – tudo se resume na harmonia interior.
O sorriso é o que primeiro acontece quando um rapaz e uma rapariga se olham e se enamoram. Não sabem explicar por que se enamoram, mas é-lhes impossível deixar de sorrir para o outro, num sorriso cúmplice de quem não precisa de palavras para dizer o que sente, se o enamoramento contínua vem, a fase em que, juntos, acham graça a tudo, sem prestarem atenção a nada do que os rodeia. Então, por vezes o sorriso muda-se em riso estrondoso, mas cristalino manifestando toda a força da sua juventude. Se o enamoramento leva ao namoro e este ao amor que conduz ao casamento estável, então saber sorrir é fundamental para vencer o desgaste da rotina do dia-a-dia e para evitar o afastamento de dois seres que, vivendo muito perto, estão interiormente afastados – não estão em sintonia.
È pois muito importante saber sorrir. Um sorriso pode dissipar uma angústia, se for simpático, ou aumenta-la se for sarcástico; pode estimular um trabalho, se for de aprovação, ou desanimar quem trabalha se for cínico; pode criar uma amizade, se for sincero e transparente, ou um afastamento se for hipócrita; pode humilhar de modo irreversível se não for autêntico e espontâneo.
O sorriso pode ser um grande auxiliar na educação. Não o sorriso que pactua com a asneira, mas o sorriso que acompanha uma repreensão justa e que mostra ao visado que, apesar da dureza e firmeza da repreensão, há amizade e compreensão.
Sorrir, porem, pode ser uma tarefa difícil. A dor e o cansaço tornam, por vezes, o sorrir muito árduo. Se há fortaleza interior então há sorriso, mas dorido. Perguntaram um dia a uma doente em grande sofrimento: “Como te sentes?”. A resposta foi desconcertante: com um sorriso dorido respondeu: “Dói-me tudo!”. Mas como anda desvirtuado o sorriso! Será que podemos chamar sorriso ao que vemos no rosto dos que assinam os “tratados de paz e cooperação?”. Não, o que vemos não passa de um esgar.
E termino com uma frase que vinha num calendário de bolso que me dera: “Não critique, ajude; Não grite, conversa; Não acuse, ampare e .. não se irrite, sorria."
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Sem medos- X
-Então era aqui que me queria trazer? A uma sala de piano? - sorri.
-Não é uma simples sala de piano. Era aqui que o meu filho mais novo passava maior parte do tempo.
-Ainda se lembra muito dele?
-Todos os dias, a toda a hora. Continua a ser meu filho, apesar do que aconteceu.
-Acredito que sim. Como é que ele se chamava?
-Pedro. - deitou-me uma lágrima pelo canto do olho.
-Desculpe, eu não queria ..
-Querida, não te preocupes. Este assunto torna-me mais forte a cada dia que passa. Ao início foi mais doloroso, mas sabes, a vida continua. Os ponteiros do relógio continuam a andar. E nós, não podemos parar, porque há sempre alguém que nos vê como um exemplo.
-Eu vejo-a como um exemplo.
-Eu sei disso desde o primeiro minuto em que me viste. Ficas-te a olhar para mim com a boca aberta, durante bastante tempo, devo dizer-te.- riu-se.
-Faço sempre isso. Eu e o meu .. - calei-me.
-Tu e o teu?
-Eu e o meu irmão. Acho que é das poucas parecenças que temos.
-Já percebi que não te dás muito bem com ele.
-Mas adorava dar-me, acredite.
-Então, queres falar?
-Não a quero chatear com os meus problemas.
-Não chateias nada, querida. Força, só estou de ouvidos.
Contei-lhe tudo. Contei-lhe o que o meu irmão fez, a decisão que os meus pais tomaram e até mesmo aquilo que estava a sentir : um pouco de raiva, um pouco de tristeza:
-Sabes, querida, por vezes, os adultos também falham. Cometem erros. Repetem-os mil e uma vezes, mas aprendem sempre. E os teus pais, só querem o melhor para ele.
-E para mim? Será que eu não interesso? Será que eu não existo para eles?
-Claro que interessas e tenho a certeza que irás ser sempre a pequenina deles.-Sorriu.- Mas talvez, o que é melhor para o teu irmão, não é o melhor para ti. Eles tiveram de escolher alguma opção, mas não quer dizer que eles já não gostem de ti, pelo contrário. Eles vão sempre gostar de ti e do teu irmão de maneira igual.
-Já sei a quem é que o Jonny saíu. - Sorri.
Soube-me realmente bem desabafar com uma pessoa adulta. Sabia que tinha pessoas que realmente gostavam de mim e que se preocupavam comigo. E isso, fazia sentir-me feliz. Tinha amor e amizade. Tinha carinho e atenção. Do que é que precisava mais?
-Estão a falar de mim?- Sorriu também, e consegui sentir o brilho dos olhos do meu namorado, por ver que a namorada e a mãe se davam tão bem, como se conhecessem à (muitos) anos.
(Continua .. )
-Não é uma simples sala de piano. Era aqui que o meu filho mais novo passava maior parte do tempo.
-Ainda se lembra muito dele?
-Todos os dias, a toda a hora. Continua a ser meu filho, apesar do que aconteceu.
-Acredito que sim. Como é que ele se chamava?
-Pedro. - deitou-me uma lágrima pelo canto do olho.
-Desculpe, eu não queria ..
-Querida, não te preocupes. Este assunto torna-me mais forte a cada dia que passa. Ao início foi mais doloroso, mas sabes, a vida continua. Os ponteiros do relógio continuam a andar. E nós, não podemos parar, porque há sempre alguém que nos vê como um exemplo.
-Eu vejo-a como um exemplo.
-Eu sei disso desde o primeiro minuto em que me viste. Ficas-te a olhar para mim com a boca aberta, durante bastante tempo, devo dizer-te.- riu-se.
-Faço sempre isso. Eu e o meu .. - calei-me.
-Tu e o teu?
-Eu e o meu irmão. Acho que é das poucas parecenças que temos.
-Já percebi que não te dás muito bem com ele.
-Mas adorava dar-me, acredite.
-Então, queres falar?
-Não a quero chatear com os meus problemas.
-Não chateias nada, querida. Força, só estou de ouvidos.
Contei-lhe tudo. Contei-lhe o que o meu irmão fez, a decisão que os meus pais tomaram e até mesmo aquilo que estava a sentir : um pouco de raiva, um pouco de tristeza:
-Sabes, querida, por vezes, os adultos também falham. Cometem erros. Repetem-os mil e uma vezes, mas aprendem sempre. E os teus pais, só querem o melhor para ele.
-E para mim? Será que eu não interesso? Será que eu não existo para eles?
-Claro que interessas e tenho a certeza que irás ser sempre a pequenina deles.-Sorriu.- Mas talvez, o que é melhor para o teu irmão, não é o melhor para ti. Eles tiveram de escolher alguma opção, mas não quer dizer que eles já não gostem de ti, pelo contrário. Eles vão sempre gostar de ti e do teu irmão de maneira igual.
-Já sei a quem é que o Jonny saíu. - Sorri.
Soube-me realmente bem desabafar com uma pessoa adulta. Sabia que tinha pessoas que realmente gostavam de mim e que se preocupavam comigo. E isso, fazia sentir-me feliz. Tinha amor e amizade. Tinha carinho e atenção. Do que é que precisava mais?
-Estão a falar de mim?- Sorriu também, e consegui sentir o brilho dos olhos do meu namorado, por ver que a namorada e a mãe se davam tão bem, como se conhecessem à (muitos) anos.
(Continua .. )
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Sem medos- IX
Passamos a noite toda a falarmos da nossa vida, da nossa infância, das brincadeiras parvas, dos nossos gostos, mas já se fazia tarde. Tinha sido um dia longo, precisava mesmo de dormir para pôr as ideias em ordem:
-Amor, não leves a mal, mas estou a começar a sentir-me cansada.
-Claro que não levo a mal, baby. Anda, vou te deitar.- sorriu.
-Obrigada, amor.
-Pelo quê?
-Por tudo. Tens sido mais que um namorado, e sabes uma coisa? Começo a achar que és mesmo o Homem da minha vida.
-Ainda tinhas duvidas, era?
-Não sejas, tonto.
-Vem cá.- beijou-me a testa.
Fomos até o meu novo quarto:
-Obrigada mais uma vez, amor.
-Não tens de quê, fofinha.
Deitou-me e adormeci no colo dele. Ainda consegui sentir as mãos dele a pentearem-me os cabelos compridos e morenos. Ele era mesmo o príncipe encantado que habitava nos livros dos contos encantados e sentia-me tão bem e tão completa ao lado dele. Ele era meu e eu, era inteiramente dele. Para sempre.
Acordei a meio da noite e senti-me meia triste, por não o ter a meu lado. Não consegui adormecer logo de seguida, por tanto, decidi levantar-me e ir até à cozinha:
-Querida, estás acordada a esta hora?
-Ai, desculpe, acordei-a?
-Não, querida, acabei agora de resolver uns assuntos relacionados com o trabalho, nada de especial .. Mas então e tu?
-Não consegui adormecer, e então, vim aqui ver se um copo de água me fazia algum efeito.- sorri.
-Fazes muito bem, querida. Anda, Vem comigo.
-Onde?
-Já vais ver, querida, não tenhas medo.- sorriu.
-Amor, não leves a mal, mas estou a começar a sentir-me cansada.
-Claro que não levo a mal, baby. Anda, vou te deitar.- sorriu.
-Obrigada, amor.
-Pelo quê?
-Por tudo. Tens sido mais que um namorado, e sabes uma coisa? Começo a achar que és mesmo o Homem da minha vida.
-Ainda tinhas duvidas, era?
-Não sejas, tonto.
-Vem cá.- beijou-me a testa.
Fomos até o meu novo quarto:
-Obrigada mais uma vez, amor.
-Não tens de quê, fofinha.
Deitou-me e adormeci no colo dele. Ainda consegui sentir as mãos dele a pentearem-me os cabelos compridos e morenos. Ele era mesmo o príncipe encantado que habitava nos livros dos contos encantados e sentia-me tão bem e tão completa ao lado dele. Ele era meu e eu, era inteiramente dele. Para sempre.
Acordei a meio da noite e senti-me meia triste, por não o ter a meu lado. Não consegui adormecer logo de seguida, por tanto, decidi levantar-me e ir até à cozinha:
-Querida, estás acordada a esta hora?
-Ai, desculpe, acordei-a?
-Não, querida, acabei agora de resolver uns assuntos relacionados com o trabalho, nada de especial .. Mas então e tu?
-Não consegui adormecer, e então, vim aqui ver se um copo de água me fazia algum efeito.- sorri.
-Fazes muito bem, querida. Anda, Vem comigo.
-Onde?
-Já vais ver, querida, não tenhas medo.- sorriu.
(Continua ..)
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Sem medos- VIII
Já sentados à mesa, não se ouvia nenhum ruído, apenas via o pai do meu namorado a olhar para mim como se eu fosse um ser do outro Mundo:
-Então, conta-me, como é que vieste aqui parar?
-É uma longa história, acredite ..
-Terei todo o gosto em ouvi-la!
-É bastante complicada.
-Com certeza que haverá coisas mais complicadas na vida. Isso deve de ser uma fase passageira. E, para além do mais, estás na idade dos 'porquês' ..
-Pai, pare! Será que és sempre assim? Já deu para perceber que ela não quer falar ..- deu-me a mão por debaixo da mesa.- não insista!
-Oh filho, não a podes proteger para sempre.
-Vou lhe proteger até não poder mais, e sabe uma coisa? Perdi o apetite. Eu e a Ana vamos para o quarto. Com licença.
Já no quarto, continuava aquele silêncio que parecia infinito.. Será que ele estava bem? Parecia em baixo, eu nunca o tinha visto assim.
-Estás bem, amor?
-Estou, amor, estou. Só que o meu pai parece que faz de propósito para me irritar e o pior, é que está a conseguir!
-Calma, amor. Eu disse-te que era melhor não ter vindo para aqui .. Já se viu que ele não gosta de mim.- baixei a cara.
-Não digas isso, amor, nunca digas isso. - levantou-me o queixo com uma mão.- Ainda bem que vieste cá para casa. A minha mãe adora-te, já deu para ver. Ele é que implica sempre com tudo e com todos. Nunca está bem com nada. Mas se ele pensa que vai estragar a nossa relação, está muito enganado! Nada nem ninguém vai destruir o que construímos juntos.
-Nada nem ninguém, amor. Nada nem ninguém, prometo.
(Continua ..)
-Então, conta-me, como é que vieste aqui parar?
-É uma longa história, acredite ..
-Terei todo o gosto em ouvi-la!
-É bastante complicada.
-Com certeza que haverá coisas mais complicadas na vida. Isso deve de ser uma fase passageira. E, para além do mais, estás na idade dos 'porquês' ..
-Pai, pare! Será que és sempre assim? Já deu para perceber que ela não quer falar ..- deu-me a mão por debaixo da mesa.- não insista!
-Oh filho, não a podes proteger para sempre.
-Vou lhe proteger até não poder mais, e sabe uma coisa? Perdi o apetite. Eu e a Ana vamos para o quarto. Com licença.
Já no quarto, continuava aquele silêncio que parecia infinito.. Será que ele estava bem? Parecia em baixo, eu nunca o tinha visto assim.
-Estás bem, amor?
-Estou, amor, estou. Só que o meu pai parece que faz de propósito para me irritar e o pior, é que está a conseguir!
-Calma, amor. Eu disse-te que era melhor não ter vindo para aqui .. Já se viu que ele não gosta de mim.- baixei a cara.
-Não digas isso, amor, nunca digas isso. - levantou-me o queixo com uma mão.- Ainda bem que vieste cá para casa. A minha mãe adora-te, já deu para ver. Ele é que implica sempre com tudo e com todos. Nunca está bem com nada. Mas se ele pensa que vai estragar a nossa relação, está muito enganado! Nada nem ninguém vai destruir o que construímos juntos.
-Nada nem ninguém, amor. Nada nem ninguém, prometo.
(Continua ..)
terça-feira, 12 de julho de 2011
Sem medos- VII
Meus lindos, como prometido está aqui mais um capitulo da minha históriazinha :)
-Bem-vinda a casa, querida- sorriu.
-Obrigada - retribui o sorriso.- E peço desculpa por todo o incomodo que irei causar.
-Oh querida, não vais incomodar nada! Pensa que esta será, a partir de hoje, a tua nova casa.
-Ah, bem .. eu não vou ficar muito tempo, prometo. Só uns dias, até pôr a cabeça em ordem.
-Se quiseres falar, estarei aqui para ti, querida.
-Obrigada.-sorri.
Mudou o olhar; passou a olhar para o meu novo (e lindo) namorado:
-Querido, o teu pai?
-Não sei, mãe. Cheguei à pouco a casa e ainda não vi ninguém.
-O teu pai anda estranho .. Quase que não fala comigo, e quando fala, tenta falar o menos possível.
-Sabes que a morte do meu irmão mudou-o bastante. Ele está me sempre a atirar à "cara" que a culpa foi minha ..
-Até parece que não me mudou a mim .. Mas eu levantei a cabeça e continuei a sorrir. Eu sei que custa, mas não é impossível. Tu sabes que eu penso que, estando nós em terra, só devemos de aproveitar os momentos que ainda temos por viver. E a culpa não foi tua. Foi um acidente!
-Sabes que concordo contigo- sorriu.- Tenho tanto orgulho em ti.
-Oh filho, eu também, acredita.
-Hum, hum, estou a interromper alguma coisa?
-Ai pai, não, não está.
-Ainda bem! - Revirou os olhos.- E a menina, quem é?
-A menina é a minha namorada. E vem passar cá uns dias.
-Mais uma. - riu-se.
-Pai, pará!
-Já parei, vou mandar a Antónia servir o jantar. Vejam se estão à mesa a horas.
O Jonny levou-me para o quarto dele e mandou-me sentar:
-Ouve, amor, desculpa. O meu pai, desde a morte do meu irmão que ficou assim ..
-Lamento ..
-Não lamentes, eu próprio, já desisti de o fazer .. Só que eu quero que não haja mal entendidos entre nós e coisas por dizer. Eu não quero que nada estrague o que nós temos.- beijou-me a testa e depois os lábios.
-Não te preocupes, nada vai estragar a nossa relação- sorri.
-Anda - pegou-me na mão.- está na hora de jantar.
-Bem-vinda a casa, querida- sorriu.
-Obrigada - retribui o sorriso.- E peço desculpa por todo o incomodo que irei causar.
-Oh querida, não vais incomodar nada! Pensa que esta será, a partir de hoje, a tua nova casa.
-Ah, bem .. eu não vou ficar muito tempo, prometo. Só uns dias, até pôr a cabeça em ordem.
-Se quiseres falar, estarei aqui para ti, querida.
-Obrigada.-sorri.
Mudou o olhar; passou a olhar para o meu novo (e lindo) namorado:
-Querido, o teu pai?
-Não sei, mãe. Cheguei à pouco a casa e ainda não vi ninguém.
-O teu pai anda estranho .. Quase que não fala comigo, e quando fala, tenta falar o menos possível.
-Sabes que a morte do meu irmão mudou-o bastante. Ele está me sempre a atirar à "cara" que a culpa foi minha ..
-Até parece que não me mudou a mim .. Mas eu levantei a cabeça e continuei a sorrir. Eu sei que custa, mas não é impossível. Tu sabes que eu penso que, estando nós em terra, só devemos de aproveitar os momentos que ainda temos por viver. E a culpa não foi tua. Foi um acidente!
-Sabes que concordo contigo- sorriu.- Tenho tanto orgulho em ti.
-Oh filho, eu também, acredita.
-Hum, hum, estou a interromper alguma coisa?
-Ai pai, não, não está.
-Ainda bem! - Revirou os olhos.- E a menina, quem é?
-A menina é a minha namorada. E vem passar cá uns dias.
-Mais uma. - riu-se.
-Pai, pará!
-Já parei, vou mandar a Antónia servir o jantar. Vejam se estão à mesa a horas.
O Jonny levou-me para o quarto dele e mandou-me sentar:
-Ouve, amor, desculpa. O meu pai, desde a morte do meu irmão que ficou assim ..
-Lamento ..
-Não lamentes, eu próprio, já desisti de o fazer .. Só que eu quero que não haja mal entendidos entre nós e coisas por dizer. Eu não quero que nada estrague o que nós temos.- beijou-me a testa e depois os lábios.
-Não te preocupes, nada vai estragar a nossa relação- sorri.
-Anda - pegou-me na mão.- está na hora de jantar.
(Continua ..)
Minhas lindas, vou tentar responder a todos os comentários o mais rápido possível e irei também tentar ver e comentar todos os vossos post's. Kiss :)
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Sem medos- VI
-Chegamos- sorriu.
P.S.- Meus lindos e minhas lindas, até terça não vou poder postar mais nenhum post, pois vou sair da cidade e não vou ter computador. Kiss's grandes ;)
-É aqui que tu vives?
-Sim, porquê? Não gostas?
-Não, não é nada disso- sorri- é que deve de ser a maior casa que eu já vi à minha frente.
-Que exagero! Parece grande, mas não é. Acabas-te por habituar.
-Pois, é isso. E então, vais-me mostrar o resto da casa?
-Com todo o gosto, lady.
Sorri. Oh meu Deus, aquilo era realmente uma casa de sonho. Tinha para aí 7 quartos, uma piscina enorme, uma sala maravilhosa para não falar da cozinha que fazia três da minha. Mas para falar verdade, eu gostava daquilo que via, sentia-me bem.
-Então, gostas-te?
-Adorei - abracei-o- faz me lembrar aqueles palácios antigos enormes.
-A diferença é que aqui tu és a princesa ..
-E tu o principe - sorri.
-Ora nem mais! - riu-se - anda, vou te apresentar aos meus pais.
A mãe dele fazia-me lembrar mesmo uma senhora da realeza. Não era baixa nem alta, era de estrutura normal, o que fazia com que os sapatos com saltos lhe encaixassem na perfeição. Estava a olhar-me de cima a baixo, será que isto significava alguma coisa? Gostaria do meu aspecto, ou não?
(Continua ..)
P.S.- Meus lindos e minhas lindas, até terça não vou poder postar mais nenhum post, pois vou sair da cidade e não vou ter computador. Kiss's grandes ;)
"Hoje já nada sinto, já não acredito em palavras, desisti de compreender as pessoas e de as apoiar, de ter o sorriso mais bonito e de ter aquela palavra a amiga, não quero saber. De nada. De ninguém. Só de mim, vou começar a ser egoista e andar como quero, com calças ou de calções, descalça ou calcada, com ou sem maquilhagem. Vou ser eu. Eu mesmo!"

quinta-feira, 7 de julho de 2011
Sem medos- V
Depois de toda aquela "marmelada" lembrei-me de um pequenino grande pormenor. Eu tinha de arranjar um lugar para passar uns dias e para pôr a cabeça no lugar, visto que a minha casa estava um caos:
-Estás a olhar para o telemóvel à tanto tempo, amor, o que é que se passa?
-Nada de importante..
-Esse tom de voz não me engana. Conta-me lá o que é que te está a preocupar.
-É tanta coisa .. Acabei de receber uma mensagem do meu irmão.
-Deixa-me ver.
"Mana, volta para casa, não te faças de grande! Não podes viver para sempre sem o apoio da tua família, visto que ainda mais nova que eu. Isso é apenas uma fase da tua vidinha, vais ver que tudo se vai resolver. E não te preocupes com os cotas, eles hão-de resolver as cenas deles. Todos nós temos os nossos problemas."
-Ele ainda não percebeu que é ele que tem culpa da maior parte das coisas que estão a acontecer?
-Não e pelos visto, não há-de perceber tão cedo ..
-Não te deixes ir a baixo, amor. Tu és forte, eu sei disso, segue em frente.
-Eu não posso seguir em frente sem a minha familia..
-Vais ter de tentar até resolverem as coisas. Tu consegues!
-É isso, tentar não custa, não é? - sorri.
-Nem mais!
Olhei para um relógio e as palavras saíam-me tão de pressa da boca que até fiquei admirada comigo própria:
-Vou ter de ir.
-Onde? Tu não conheces nada disto .. Queres ir onde? Eu vou contigo.
-Eu ainda não tenho onde ficar, e se não quero ir para casa, tenho que começar a procurar hotéis. Vens comigo?
-Não deves ter dinheiro nem para pagar uma noite, vem comigo. Os meus pais não se devem importar se ficares no quarto de hospedes.
-Não, eu não quero dar trabalho, amor.
-E não vais dar.
-E se os teus pais não gostarem de mim? Não é boa ideia, a sério ..
-Claro que vão gostar, não sejas tontinha, anda.
Dito isto, beijou-me a teste e deu-me a mão até chegarmos à minha nova "casa".
(Continuar ..)
-Estás a olhar para o telemóvel à tanto tempo, amor, o que é que se passa?
-Nada de importante..
-Esse tom de voz não me engana. Conta-me lá o que é que te está a preocupar.
-É tanta coisa .. Acabei de receber uma mensagem do meu irmão.
-Deixa-me ver.
"Mana, volta para casa, não te faças de grande! Não podes viver para sempre sem o apoio da tua família, visto que ainda mais nova que eu. Isso é apenas uma fase da tua vidinha, vais ver que tudo se vai resolver. E não te preocupes com os cotas, eles hão-de resolver as cenas deles. Todos nós temos os nossos problemas."
-Ele ainda não percebeu que é ele que tem culpa da maior parte das coisas que estão a acontecer?
-Não e pelos visto, não há-de perceber tão cedo ..
-Não te deixes ir a baixo, amor. Tu és forte, eu sei disso, segue em frente.
-Eu não posso seguir em frente sem a minha familia..
-Vais ter de tentar até resolverem as coisas. Tu consegues!
-É isso, tentar não custa, não é? - sorri.
-Nem mais!
Olhei para um relógio e as palavras saíam-me tão de pressa da boca que até fiquei admirada comigo própria:
-Vou ter de ir.
-Onde? Tu não conheces nada disto .. Queres ir onde? Eu vou contigo.
-Eu ainda não tenho onde ficar, e se não quero ir para casa, tenho que começar a procurar hotéis. Vens comigo?
-Não deves ter dinheiro nem para pagar uma noite, vem comigo. Os meus pais não se devem importar se ficares no quarto de hospedes.
-Não, eu não quero dar trabalho, amor.
-E não vais dar.
-E se os teus pais não gostarem de mim? Não é boa ideia, a sério ..
-Claro que vão gostar, não sejas tontinha, anda.
Dito isto, beijou-me a teste e deu-me a mão até chegarmos à minha nova "casa".
(Continuar ..)
Sem medos- IV
-O que é que estás a fazer?
-Calma, Ana, sou só eu, o Jonny.
-És só tu .. -ri-me, num tom irónico- só nos conhecemos hoje, jonny, não podemos estar a fazer isto.
-Ouve, - agarrou-me na cara com uma mão para o encarar nos olhos- eu estou disposto a lutar por ti.Vou cuidar de ti sempre. Confia em mim.
-Estás disposto a isso?
-Por ti, estou disposto a tudo. E apesar de só nos termos conhecido hoje, é como se nos conhecêssemos à anos.- Sorriu. Partilhas este momento de felicidade comigo?
Cheguei a hesitar, mas eu pensava como ele. Desde que pus conversa com ele, que sentia borboletas na barriga como nunca senti. Eu gostava dele, eu precisava dele. Eu precisava que ele me ouvisse nos bons e nos maus momentos. Eu precisava que ele cuidasse de mim. Eu precisava que ele me apoiasse :
-Sim.- Sorri- mas não me desiludas, por favor. Farta de desilusões, estou eu.
-Nunca, prometo.
Voltou a enterrar as mãos na minha cara e ficamos a trocar beijos e promessas pela tarde fora.
(Continua .. )
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Sem medos- III
-O que queres que te diga?
-A tua história- sorri.
-Não há muito para contar ..
-Mas deve de haver algo.
-Sabes, ainda é tudo muito recente.. O meu irmão morreu à 2 meses num acidente de carro e a culpa foi minha. O meu pai estava a conduzir muito bem e eu e o meu irmão estávamos a jogar consola. Até que ele começou a fazer batota e eu comecei aos berros. O meu pai, para pôr respeito e para acabar com aquela confusão toda, virou-se para trás e não viu o carro da frente.
-E o teu pai? Sobreviveu?
-Sim, por mais estranho que pareça, sobreviveu. Partiu um braço, apenas.
-Ouve, tu não te podes culpar de tudo isso. Se aconteceu o que aconteceu ao teu irmão é porque tinha de acontecer, já estava destinado. É obra do destino, é ele que comanda o futuro e, por vezes, o presente.
-Quando dizes isso, as coisas até parecem mais fáceis.- Deu-me a mão.
-Mais fáceis não são, são mais simples.-Sorri.
-Obrigada.
-Pelo quê?
-Apareces-te hoje na minha vida, e já estás a torna-la melhor, ou por menos, mais simples- riu-se.
Dito isto, a cara dele aproximou-se da minha e, após uns segundos, senti os lábios dele nos meus.
(Continua .. )
-A tua história- sorri.
-Não há muito para contar ..
-Mas deve de haver algo.
-Sabes, ainda é tudo muito recente.. O meu irmão morreu à 2 meses num acidente de carro e a culpa foi minha. O meu pai estava a conduzir muito bem e eu e o meu irmão estávamos a jogar consola. Até que ele começou a fazer batota e eu comecei aos berros. O meu pai, para pôr respeito e para acabar com aquela confusão toda, virou-se para trás e não viu o carro da frente.
-E o teu pai? Sobreviveu?
-Sim, por mais estranho que pareça, sobreviveu. Partiu um braço, apenas.
-Ouve, tu não te podes culpar de tudo isso. Se aconteceu o que aconteceu ao teu irmão é porque tinha de acontecer, já estava destinado. É obra do destino, é ele que comanda o futuro e, por vezes, o presente.
-Quando dizes isso, as coisas até parecem mais fáceis.- Deu-me a mão.
-Mais fáceis não são, são mais simples.-Sorri.
-Obrigada.
-Pelo quê?
-Apareces-te hoje na minha vida, e já estás a torna-la melhor, ou por menos, mais simples- riu-se.
Dito isto, a cara dele aproximou-se da minha e, após uns segundos, senti os lábios dele nos meus.
(Continua .. )
Sem medos- II
Deixei que ele me levasse até a um jardim e, quando dei por nós, ele estava com a mão na minha:
-Ouve, podes confiar em mim. Eu sei que no inicio fui um bocadinho bruto para ti, mas eu estou preocupado contigo. Não falas-te durante todo o caminho ..
-Desculpa, estava distraída com a paisagem.
-Conta-me o que se passa contigo.
-É uma longa história, acredita ..
-Temos a tarde toda pela frente- sorriu.
-Estás pronto, então?
-Prontíssimo!
-Eu fugi, porque estou farta do ambiente em minha casa- Olhei para ele, e percebi que ele permanecia imóvel e em silencio para não me incomodar.- O meu irmão foi sempre muito rebelde. Está sempre a fazer disparates e não se preocupa com as consequências. E, de à uma semana para cá, está insuportável! E, para não bastar, agora os meus pais acham que são os culpados de tudo isto e decidiram divorciarem-se! Todos os dias é a mesma coisa : discussões atrás de discussões.
-Mas tu não tens culpa disso. Não te podes culpar.
-De facto, não tenho, mas estou farta. Cheguei ao limite. Não sabes o que isto é ..
-Sei melhor do que tu pensas, acredita.
-Como assim?
-Tenho uma história parecida com essa ..
-Acho que chegou a tua vez de falar.
-Ouve, podes confiar em mim. Eu sei que no inicio fui um bocadinho bruto para ti, mas eu estou preocupado contigo. Não falas-te durante todo o caminho ..
-Desculpa, estava distraída com a paisagem.
-Conta-me o que se passa contigo.
-É uma longa história, acredita ..
-Temos a tarde toda pela frente- sorriu.
-Estás pronto, então?
-Prontíssimo!
-Eu fugi, porque estou farta do ambiente em minha casa- Olhei para ele, e percebi que ele permanecia imóvel e em silencio para não me incomodar.- O meu irmão foi sempre muito rebelde. Está sempre a fazer disparates e não se preocupa com as consequências. E, de à uma semana para cá, está insuportável! E, para não bastar, agora os meus pais acham que são os culpados de tudo isto e decidiram divorciarem-se! Todos os dias é a mesma coisa : discussões atrás de discussões.
-Mas tu não tens culpa disso. Não te podes culpar.
-De facto, não tenho, mas estou farta. Cheguei ao limite. Não sabes o que isto é ..
-Sei melhor do que tu pensas, acredita.
-Como assim?
-Tenho uma história parecida com essa ..
-Acho que chegou a tua vez de falar.
(Continua ..)
terça-feira, 5 de julho de 2011
Sem medos - I
Meus lindos seguidores, estava inspirada e então, comecei uma historia. Espero que gostem, deixem as vossas opiniões ! ;)
Fui a correr até encarar uma rua que parecia não ter fim. Agora, sentia a adrenalina mais perto que nunca. Sim, era verdade. Eu fugira, e não tinha tensões de voltar:
-Desculpa estar a incomodar, mas sabes dizer me o nome desta rua? Ou melhor, desta cidade?
-Estás em Lisboa, miúda, no Marquês de Pombal. Em que mundo vives?
-No mesmo que tu! Apenas, não sabia onde estava. Peço desculpa pelo incomodo, está bem?!
-Espera! Desculpa, falei mal contigo e tu nem sequer me fizeste nada.
-Não tem mal, não tens de pedir desculpa. Sabes, se existe, por aqui, algum hotel barato?
-Tu estás perdida?
-Nota-se assim tanto?
-Acho que se nota mais do que tu pensas.. Mas, espera, como é que te chamas?
-Chamo-me Ana e tu?
-Sou o João, mas podes me tratar por Jonny.
-Prazer - sorri.
-Não me leves a mal mas, qual é a tua história? Quer dizer, pergunto-te isto porque pareces-me bastante perdida nos teus pensamentos.
-A minha história?
-Sim, já percebi que estás perdida, mas parece-me que não te perdes-te por acaso..
-És bom a identificar as pessoas - ri-me- mas não, eu não me perdi por acaso, eu fugi de casa.
-Fugis-te de casa?!
-Pshiuuuuuuuuuuu! Fala mais baixo, então. Sim, fugi de casa, e sinceramente não me apetece falar muito sobre isso.
-Vem comigo. Depois, vais ter de me contar isso tudo muito bem.
Lá fui com ele (pronto, esta bem, sempre me disseram para não falar com estranhos, mas eu não tinha medo deste rapaz, e ele até me parecia simpático).
Fui a correr até encarar uma rua que parecia não ter fim. Agora, sentia a adrenalina mais perto que nunca. Sim, era verdade. Eu fugira, e não tinha tensões de voltar:
-Desculpa estar a incomodar, mas sabes dizer me o nome desta rua? Ou melhor, desta cidade?
-Estás em Lisboa, miúda, no Marquês de Pombal. Em que mundo vives?
-No mesmo que tu! Apenas, não sabia onde estava. Peço desculpa pelo incomodo, está bem?!
-Espera! Desculpa, falei mal contigo e tu nem sequer me fizeste nada.
-Não tem mal, não tens de pedir desculpa. Sabes, se existe, por aqui, algum hotel barato?
-Tu estás perdida?
-Nota-se assim tanto?
-Acho que se nota mais do que tu pensas.. Mas, espera, como é que te chamas?
-Chamo-me Ana e tu?
-Sou o João, mas podes me tratar por Jonny.
-Prazer - sorri.
-Não me leves a mal mas, qual é a tua história? Quer dizer, pergunto-te isto porque pareces-me bastante perdida nos teus pensamentos.
-A minha história?
-Sim, já percebi que estás perdida, mas parece-me que não te perdes-te por acaso..
-És bom a identificar as pessoas - ri-me- mas não, eu não me perdi por acaso, eu fugi de casa.
-Fugis-te de casa?!
-Pshiuuuuuuuuuuu! Fala mais baixo, então. Sim, fugi de casa, e sinceramente não me apetece falar muito sobre isso.
-Vem comigo. Depois, vais ter de me contar isso tudo muito bem.
Lá fui com ele (pronto, esta bem, sempre me disseram para não falar com estranhos, mas eu não tinha medo deste rapaz, e ele até me parecia simpático).
(continua ..)
Saudade? Sabes o que isso é? Partis-te e levas-te o meu coração, onde guardei tudo o que sinto por ti. Não te peço que voltes, peço-te apenas para me devolveres o meu coração. Liberta-me, deixa-me ser feliz... quando partis-te roubaste-me tudo o que me fazia feliz, roubaste-me o que me pertencia, ou o que julgava pertencer-me.
Porquê isto? Não podias simplesmente ter partido, tantas palavras, tantas promessas, tantos beijos, tantos momentos, e perdi tudo, queria que tudo voltasse, mas nao te vou pedir para voltares. Vai voltar a ser o mesmo, vais voltar a partir e eu vou voltar a ficar sem nada. Explica-me o porquê de partires e voltares? Cada vez que partes levas-me tudo o que me faz viver, deixas apenas o meu corpo. Agora pergunto-me, alguma vez te tive? Vai embora, mas desta vez deixa o meu coração comigo.
Porquê isto? Não podias simplesmente ter partido, tantas palavras, tantas promessas, tantos beijos, tantos momentos, e perdi tudo, queria que tudo voltasse, mas nao te vou pedir para voltares. Vai voltar a ser o mesmo, vais voltar a partir e eu vou voltar a ficar sem nada. Explica-me o porquê de partires e voltares? Cada vez que partes levas-me tudo o que me faz viver, deixas apenas o meu corpo. Agora pergunto-me, alguma vez te tive? Vai embora, mas desta vez deixa o meu coração comigo.
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