Sabes? Não entendo. Não consigo, não há maneira de o fazer. Há dias em que parece que não retiras os olhos de cima de mim e outros que nem sequer me localizas. Desapareces do mapa e vais na direcção oposta à minha. Não estou a dizer que tens de andar sempre comigo. E quando digo comigo, nem sei porque o faço. A verdade é que nunca o fizeste e não seria agora que irias fazer. E sabes? Falta uma semana para acabarem as aulas. O dia de amanhã também conta, bem sei, mas o que me diz que não será idêntico ao de hoje? Agora, mal te vejo. Talvez vás lá fora, como a maioria dos alunos, fumar. Oh, se tu soubesses o quanto odeio tabaco e todas essas coisas más que prejudicam a saúde. Enfim, não sei mais o que escrever. A tinta está a terminar e a minha letra já nem rabiscada está. Muda de direcção, por favor. Não vás para Oeste. Segue somente o instinto. Ele levar-te-á realmente ao importante e merecido.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Sou quase como um baralho de cartas. Escolhi bem o nome, reflito agora. Baralho de confusão, desordem, balburdia. Tanto sou um valete, como uma dama assim como consigo ser um rei ou um joker. Ou então posso utilizar os termos mais populares: ou sou espadas e ouros ou copas e paus. Nunca jogo a carta certa, opto sempre pela mais fácil. Está claro que perco pontos e chego até a arruinar o jogo. Sou uma cartada forte, contudo, fácil de demolir. Não tenho truques nas mangas, nem faço batota usualmente. Faço magia concreta que, sinceramente, nem eu sei como funciona. Por vezes, nem chega a ter tal funcionamento. Perco-me na batotice presente no jogo dos outros. Fico de fora a assistir ao entretimento alheio e sou invadida por uma sensação melancólica que me mete mais preguiçosa do que sei lá o quê. É estranho observar algo que sempre me causara náuseas.
É como digo, ou sou o oito ou o oitenta. Azar no jogo, sorte no amor, não é assim?
Diário da tua ausência #10
Vamos respirar. Conta até três e inspira com força. O ar está poluído, sei bem do que falo. Poluído de indivíduos maléficos, sem coração. Poluído de seres que não acreditam no amor e nos pós mágicos. Na lua e nas estrelas, mas que, no entanto, no sol, já acreditam. Poluído de mentiras relacionadas com o ódio e de ilusões envenenadas. Ilusões envenenadas, estás tu repetidamente a ler. Expira calmamente. Senta-te na cadeira de madeira e pensa: uma maça envenenada é um fruto proibido. Ninguém o quer, não é assim? Porém, os vingativos conseguem burlar os tolerantes. Assim, há uma ligação de tudo isto na vida real.
Vamos contar até quatro juntos, pode ser? Assim, esquecemos todos os acontecimentos nocivos para a felicidade. Em cada algarismo, pedimos um desejo. Entre-calamos as vozes, os desejos, os pedidos. O primeiro é teu. O segundo é meu. E assim sucessivamente.
Vou passar para o papel já quase preenchido todos os anseios e ambições proferidos.
1º- Falecimento das almas más;
2º- Desaparecimento da maldade;
3º- Encerro das maças envenenadas;
4º- Chega de palavras caras, sim? Que fiquemos unidos, para sempre.
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