Admira-me a falta de capacidade que todos temos. Que todos admiramos, que a todos surpreende. Desconhecemos o abismo, o invulgar e o perigoso. Ignoramos as definições, os significados de cada qual. Possuímos uma excelente habilidade ao julgarmos o incógnito e ao valorizarmos o desencanto. Ao encontrarmos a verdade num poço de mentiras e a luz ao fundo do túnel. Certificamos a lealdade e perdoamos o fatal. Compramos a exactidão e abandona-mos a honradez. Corremos para o erro e tombamos para a queda. Falamos da morte e não existimos na vida. Não criamos, não confeccionamos. Somos humanos, somos clementes. Seres indulgentes, insistentes.
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
Os seres humanos fazem questão de se mostrarem pelas palavras. Proferem testamentos sinceros, garantias essenciais e cartas de amor sentimentais. Reiteram citações populares e pensamentos incalculáveis. Treinam as mentes para canções e narram textos com uma sabedoria imensa para aquilo que nunca se dominou. Está-lhes no sangue. Está-lhes no coração. Não enfrentam o perigoso e o invejável. Não toleram o ciume, a inveja. Não praticam a acção. Não consentem os movimentos. A acção mete-lhes medo. Recorda-lhes a felicidade por meios próprios e o aparecimento do amor como um ser maldoso, duvidoso e temido. Não permitem gestos insolentes e obras carinhosas. Fazem-lo por palavras e já bem basta.
Quem pretendo enganar, também? Sou somente um ser humano a mostrar a sabedoria desconhecida de um mundo abstracto, tantas vezes, perigoso. Diria até melhor: sou amante das palavras e inimiga das acções.
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