segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


Fecha a porta e caminha para mim. Devagar, calmamente. Percorre o olhar pela sala vazia e, de seguida, olha para mim sem desviar o olhar. O que vês não se mistura com o branco do vácuo, mas sim com o preto da escuridão. Prova o que me corre no sangue e escuta a pulsação. É ódio preto que me corre nas veias. É a desilusão de um amor perdido e a saudade de uma amizade quebrada. Abraça-me e segura-me o rosto. Não tenho íris de cor castanha, como outrora. Tenho-a branca, como para quem não quer observar a vida. Como para quem não quer ser humana. Como para quem não quer ser vista. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

‎"Porque quando você tem 15 anos
E alguém diz que te ama
Você acredita."

domingo, 23 de dezembro de 2012

Nós somos quem pretendemos ser, para sempre. Apesar do feitio, do carácter e da maneira de agir com os outros. Há maneiras de ver o mundo. E há maneiras de lidar com ele. 
O Natal é ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro. É a correria no super-mercado, o levantamento do dinheiro e a inexistência do Pai Natal. O Natal é o pensamento do leitor e a critica do escritor. É a festa da criança e o sacrifício do maior.  
No entanto, Natal não é sinónimo de dádiva. Pelo menos, não à dádiva que julgamos. "Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de natal é a presença de uma família feliz." 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012



O mundo sufoca-me com a força de um tempo perdido. Sufoca-me e baralha-me a mente. Não há humanidade. Não há amor. Apenas sobreviventes a narrar uma história que nada sabem e tudo temem. 
Vejo a minha figura reflectida. Desordenada e misturada na água pura. Rabisco versos de um futuro incerto. Prometo tudo ou nada. Garanto o incerto e o correcto. 
A vida não pára, por mais que queira. Não a faço sequer parar. Deixo-a percorrer o habitual caminho e familiarizo me à nova alma. 
O mundo sufoca-me com a força de um tempo perdido. Sufoca-me e baralha-me. Ding, dong, ding... Apalpo a cara. O que resta não é pele. É somente um cadáver perdido no meio da escuridão.