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sexta-feira, 18 de maio de 2012


O som do piano era calmo. Uma melodia doce, suave, transparente. Transmitia a simplicidade, a pureza, a afeiçoação às teclas. Era como um dia resplandecente de Verão traduzido para piano, se assim o posso caracterizar. Era um tornado de emoções boas, emotivas, harmoniosas. 
Viera um vento forte e a confusão de folhas a vaguear no ar era notória, complexamente impossível de apreciar. Era a melodia maléfica, incapaz de transferir alegria para alguém. Era a incapacidade de mergulhar no oceano sem a ajuda do bater do coração. Era a morte, o perigo a abraçar a alma. 
A melodia nunca parara de ferir sensibilidades. Quem a ouvia ou eram sortudos ou infortunados. Claro está que existiam sempre aqueles que gostavam de ouvir uma boa melodia que tanto era fria e melancólica como gótica e assustadora. 
Apesar de tudo, a melodia acalmara, de novo. Tornara-se novamente calma, doce, suave, transparente. Desta vez, não tanto afinada, mas a harmonia continua presente. Transfere sentimento e o sofrimento é abafado por todos os sons agudos. É como digo, abafado. Nunca fora destruído completamente, isso é certo. Existe sempre o som mais grave. O som mais doloroso, mais infeliz, mais amargo.