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quarta-feira, 9 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
São dois corações à deriva no oceano. Mergulharam nas águas do amor e deixaram para trás todo o mal que diziam. Não se conhecem, não faria diferença. Sabem de cor o olhar mágico e os traços do rosto de cada um. O que mais importa?, questionam-se eles. Trocam olhares nítidos e palavras silenciosas. Disfarçam bem, ninguém apreendeu ainda o que se está a suceder. Nem eles próprios, para dizer a verdade. «É como desejar aquilo que não se pode ter.» ou então «É um misto de borboletas na barriga e um coração a saltitar.», pensam. Não pedem conselhos, agem por conta própria. «Amigos? Eles não iriam entender. Como é possível nutrir tamanho sentimento por alguém que desconhecemos?», sussurravam eles à lua. Amiga mais fiel que esta não existia. Brilhava sempre quando a alma estava escura e iluminava o caminho quando o espírito estava limpo.
Perdidos em sorrisos narrados e a olhares comprometidos são dois corações à deriva no oceano. Não se sabe bem porquê, mas o sentimento fala mais alto e o coração também. Ouve-se um sussurro: «Segura-me o coração. Acalma-o.». Há um sinal de aprovação. É o amor a falar mais algo, magicam os dois.
domingo, 6 de maio de 2012
Aperta a minha mão e não a soltes. Contorna os nós dos meus dedos e sê o narrador da minha alma. Tem defeitos, mas com força de vontade, tudo vai ao lugar. Quem quero enganar? Com certeza que a ti, não será. Estás a ler o primeiro capitulo, estou certa? Sei que sim, não respondas. Concentra-te. A primeira parte é sobre ele, o primeiro. Ao contrário do que os anjos me dizem, não foi ele que me marcou mais. Não me tatuou o coração, mas soletrou-me a melodia do amor, aos ouvidos, como um sussurro. É bonita, sabes? Lamento é que não seja sentida sempre que referida. Bem, onde estás agora? No capítulo da ternura? Chamo-lhe "free friendship" nem sei porquê. Faz sentido, agora que penso nisso. Confesso que chamo a demasiados indivíduos amigos e que muitos deles nem pessoas são para comigo. Irónico, tenho dito. E agora, onde estás tu? Já viste o jardim que criei no meio dos capítulos? É bonito, mas como agora está de noite, não dá para ver muito bem. É todo florido de rosas, as nossas flores preferidas. Lembro-me logo de ti, já viste? Bem, preciso de saber se já terminaste. Preciso de regressar, ainda tenho de ir contar tudo isto aos anjos. Eles têm me acompanhado, são almas boas. Oh, pensando melhor, fica com a minha alma um bocadinho. Não te demores, olha que preciso dela mais tarde. Espero por ti, não me desiludas.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Cheira-me a rosas misturas com camomilas, se é que é possível. Cheira-me a chocolate e a baunilha e a cacau com leite. Cheira-me a bolachas da mãe e a chá da avó. Cheira-me a mentol misturado com morango e a tostas com manteiga. Cheira-me a cerejas e a melão. Cheira-me a doce de ovos misturado com amêndoas. Cheira-me a framboesas e a amoras. Cheira-me a café com natas e a flores com mel. Cheira-me a folhas antigas dos livros e a cartas recentemente enviadas. Cheira-me a croissant e a sumo de maça. Mas a cima de tudo, cheira-me a amizade. Cheira-me a sorrisos, a cumplicidade e a pureza. Cheira-me a infinito. E este é o único aroma que não desaparece, que nunca será consumido pelo tempo.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
A vida anda um bocadinho complicada, não anda, meu anjo? Responde-me. Não apenas para mim, mas para todos nós, não é? Quem tudo tem, tudo perde. Oh, no meu caso, não foi bem assim. Eu desejei-o, mas nunca o tive. Quanto mais lutava, mais caia. Os buracos estavam por toda a parte e o sorriso deixara de ser tão verdadeiro como outrora fora. O jardim da vida antes florido fora abatido e as amizades basearam-se na solidão. O pior de tudo são as noites em branco, a imagem dos dedos entrelaçados, a troca dos sorrisos. E como tudo parecia tão real ao meu ver e tão irónico no entender dos outros. «É feita de sonhos, onde tem a cabeça?», pensam eles. Mas, eu ignoro. Eu sei o que tu me transmites, o que queres que eu veja. E nunca desisti, como te prometi. Agora, tenho que admitir uma coisa: eu mereço uma resposta tua. Um sinal teu, pelo menos. Faz qualquer coisa, não me deixes desistir. Eu estou no limite, não aguento mais. Oh, anjo, ilumina-me o caminho, por favor. Cuida de mim, não me deixes cair.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Eu não sei o que escrever nem que letras irei utilizar. Anda tudo tão monótono, tão estranho, que nem parece vindo de mim. As palavras ganham vida, na minha alma, nos momentos mais inoportunos, isto é, quando não tenho sequer uma folha na mão. E quando quero escrever neste pequeno mundo parece que nada é bom o suficiente para publicar. Nada do que escrevo ou faço é bom o suficiente para ser vivido. E vocês entendem-me. Proferem-me palavras de apoio, mandam-me, por cada comentário, um bocadinho de força e é isso que me faz seguir em frente. E sabem? Muitos de vocês são mais fiéis e importantes do que muitos amigos que convivem comigo no dia-a-dia. Vocês, que nunca viram o meu aspecto físico, conhecem a minha alma de cor e sabem todas as minhas cicatrizes. Nunca me julgaram por isso nem nunca me atiraram nada a cara. E, oh, como vêm as palavras não andam no seu melhor, mas prometo-vos que irão voltar mais belas do que alguma vez escrevera. E, só para terminar, queria agradecer a todos vós por tudo, principalmente, pelas amizades aqui criadas. Que a felicidade esteja sempre convosco e, se não tiver, mandem-na vir pelo correio. Eu irei lá certificar-me e mostrar a todos que vocês merecem.
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Conheceram as palavras até estas se tornarem somente numa simples forma de comunicar com os outros. Conheceram a verdade até à preferência do engano, do fingimento, da ignorância. Conheceram a pureza até começarem a tornar-se donos de todos aqueles que não estavam sobre governo. Conheceram a força até a vida lhes mostrar que, por vezes, é necessário desistir para seguir em frente. Conheceram o desconhecido até querem saber demais e se perderem no labirinto da existência. Conheceram as estrelas até estas se tornarem insignificantes ao ponto de serem invisíveis no céu. Conheceram a amizade até esta se tornar numa forma sintética de falsidade. Até ao momento em que conheceram o amor. Tentaram agarra-lo, fecha-lo numa garrafa e torna-lo eterno. Castigo é este se ter tornado falso, perigoso e, como muitos lhe chamam, mortivo.
domingo, 22 de abril de 2012
Peço-te que não me deixes, que
não me abandones enquanto estou a naufragar nas ondas do alto mar do amor. E
fecho os olhos com força para não perder a fé. A solidão preenche-me a alma,
invade-me o coração e não há nada que mos faça abrir. O silêncio é o fogo que
não se vê, mas que queima e magoa o coração. Oiço a minha própria respiração
ofegante e tento concentrar-me para ouvir a dele. Não consigo escutar mais nada
e tenho o pressentimento que o meu corpo intacto é o único que está naquele
quarto. Os minutos são como horas a passar. E o maldito relógio prende-me a
atenção pelo som que invade todos os ouvidos que presenciaram aquele espaço.
Tento abrir os olhos a custo, mas algo me diz que ainda não posso. Os anjos
cantam-me uma canção. Chamar-lhe-ia melancólica, ao invés de mensageira. E logo
estes que me juraram nunca fazer sofrer. Abro os olhos com demasiada força, e
olho em redor. Já não estás lá, como me sempre prometeste. Questiono-me para
onde foste e porquê e obtenho logo uma resposta «Seguis-te o coração. E para
ele, eu não era nenhum caminho.»
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