Aperta a minha mão e não a soltes. Contorna os nós dos meus dedos e sê o narrador da minha alma. Tem defeitos, mas com força de vontade, tudo vai ao lugar. Quem quero enganar? Com certeza que a ti, não será. Estás a ler o primeiro capitulo, estou certa? Sei que sim, não respondas. Concentra-te. A primeira parte é sobre ele, o primeiro. Ao contrário do que os anjos me dizem, não foi ele que me marcou mais. Não me tatuou o coração, mas soletrou-me a melodia do amor, aos ouvidos, como um sussurro. É bonita, sabes? Lamento é que não seja sentida sempre que referida. Bem, onde estás agora? No capítulo da ternura? Chamo-lhe "free friendship" nem sei porquê. Faz sentido, agora que penso nisso. Confesso que chamo a demasiados indivíduos amigos e que muitos deles nem pessoas são para comigo. Irónico, tenho dito. E agora, onde estás tu? Já viste o jardim que criei no meio dos capítulos? É bonito, mas como agora está de noite, não dá para ver muito bem. É todo florido de rosas, as nossas flores preferidas. Lembro-me logo de ti, já viste? Bem, preciso de saber se já terminaste. Preciso de regressar, ainda tenho de ir contar tudo isto aos anjos. Eles têm me acompanhado, são almas boas. Oh, pensando melhor, fica com a minha alma um bocadinho. Não te demores, olha que preciso dela mais tarde. Espero por ti, não me desiludas.
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domingo, 6 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Cheira-me a rosas misturas com camomilas, se é que é possível. Cheira-me a chocolate e a baunilha e a cacau com leite. Cheira-me a bolachas da mãe e a chá da avó. Cheira-me a mentol misturado com morango e a tostas com manteiga. Cheira-me a cerejas e a melão. Cheira-me a doce de ovos misturado com amêndoas. Cheira-me a framboesas e a amoras. Cheira-me a café com natas e a flores com mel. Cheira-me a folhas antigas dos livros e a cartas recentemente enviadas. Cheira-me a croissant e a sumo de maça. Mas a cima de tudo, cheira-me a amizade. Cheira-me a sorrisos, a cumplicidade e a pureza. Cheira-me a infinito. E este é o único aroma que não desaparece, que nunca será consumido pelo tempo.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Eu não sei o que escrever nem que letras irei utilizar. Anda tudo tão monótono, tão estranho, que nem parece vindo de mim. As palavras ganham vida, na minha alma, nos momentos mais inoportunos, isto é, quando não tenho sequer uma folha na mão. E quando quero escrever neste pequeno mundo parece que nada é bom o suficiente para publicar. Nada do que escrevo ou faço é bom o suficiente para ser vivido. E vocês entendem-me. Proferem-me palavras de apoio, mandam-me, por cada comentário, um bocadinho de força e é isso que me faz seguir em frente. E sabem? Muitos de vocês são mais fiéis e importantes do que muitos amigos que convivem comigo no dia-a-dia. Vocês, que nunca viram o meu aspecto físico, conhecem a minha alma de cor e sabem todas as minhas cicatrizes. Nunca me julgaram por isso nem nunca me atiraram nada a cara. E, oh, como vêm as palavras não andam no seu melhor, mas prometo-vos que irão voltar mais belas do que alguma vez escrevera. E, só para terminar, queria agradecer a todos vós por tudo, principalmente, pelas amizades aqui criadas. Que a felicidade esteja sempre convosco e, se não tiver, mandem-na vir pelo correio. Eu irei lá certificar-me e mostrar a todos que vocês merecem.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Sinto-te mais uma vez comigo, assim como te sinto todos os dias. É tão irónico saber que estás longe, mas ao mesmo tempo tão perto. É tão irónico saber que me continuas a chamar ''minha pequenina'' quando tanto se passou. E a cima de tudo, é tão irónico perceber que, a raiva que nutria por ti, anda desaparecida pelas longas ruas da cidade. E sabes, não te vou dizer que é amor que sinto, porque, na verdade, já não é. Mas sim, amizade. Uma amizade que atravessou tantos rios e oceanos, que se penetrou em tantas guerras e, que, no final, saiu vitoriosa. Vitoriosa, porque apesar de tudo, continua de pé. Vitoriosa, porque continua a obter sorrisos sinceros e gargalhadas em simultâneo.
E sabes, querendo ou não, a vida continua. A monotonia, a solidão, o medo e o rancor voltam ao normal. Vão e ficam, e voltam a vir e a ficar. O necessário é ter alguém que te abrace nos momentos mais escuros e alguém que te chame à razão nos momentos mais "claros". E sabes, meu pequeno filosofo, esse alguém, agora, és tu. Não te amo da forma assustadora de antigamente, mas sabes? Amo-te de uma forma nova, a que eu chamo amizade.
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