sábado, 6 de outubro de 2012


Decoro novos monólogos. Rapidamente, imagino-os proclamados num enorme vazio, pintado de branco, com pessoas à escuta. Não muitas, para ser sincera. Com a caneta na mão, escrevo. À velocidade da luz, como dizem. Não aquilo que decoro, mas aquilo que referencio. E as pessoas olham-me piedosamente, com medo de um futuro tão igual ao meu. Sei lá eu se tenho futuro. O que vou fazer. Com quem vou estar. Sei lá eu se utilizarei palavras como estas ou formarei frases de igual forma. Sei lá eu compreender-vos. Falo para fugir ao medo, às intrigas, ao mistério. E vocês, de olhos enormes, olham para mim com medo da reacção seguinte. Mas que hei-de eu fazer? Ajoelhar-me à vossa pessoa para jurar que nada vos faço? Pois, bem, não o irei fazer. Nem hoje, nem amanhã. Nem até mesmo, num futuro longínquo. 
Decoro novos monólogos. E rapidamente os repito: "Nem hoje, nem amanhã. Nem até mesmo num futuro longínquo." 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Não é ter medo de ti. É sentir a queda por baixo de mim.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


«É um campo de visão enublada. Turvo e nada composto. Onde as lágrimas escorrem sem razão aparente. Sem o motivo claro, transparente.»
Escuto com atenção todos aqueles que me rodeiam. E limpo o rosto. Como quem não quer responder a um interrogatório alongado. E sorriu. Para acreditarem numa mentira mais falsa que o dito fim do mundo. Aceno adeuses às pessoas, como quem desfila numa passadeira paralela às ruas de Lisboa. Vozes sinistras. Olhares ferozes. Já não vivo neste mundo

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Também ando por estes lados. Visitem!