domingo, 5 de agosto de 2012


Pergunto-me o que aconteceu ao amor. Se estará perdido, farto ou zangado. Se quem o tem, o sufoca e o obriga a morrer um bocadinho mais a cada dia que passa. 
Procuramos por ele. Em qualquer lado, em qualquer altura. Preparamos reforços para quando o sentimos e analisamos. Já nem existem borboletas na barriga. Voaram todas e não encontram o caminho de volta. 
Perguntamos por ele. Interrogamos-nos quando irá voltar, sabendo bem que o amor só se encontra uma vez na vida. Os outros seres que por nós passaram com a palavra "amor" na boca são só seres enfeitiçados pela magia da paixão. 
Solicitamos a presença dele. Na vida, na morte e na sobrevivência. Não importa a forma. Não importa o lugar. Não importa o tempo. É a lei da vida, é a lei do amor. 
Não podes vencer a vida, sem experimentares a queda.

sábado, 4 de agosto de 2012

"Se nao praticas o que pregas, de que valem essas regras?"

quarta-feira, 1 de agosto de 2012


Bato-te à porta e peço permissão para entrar. Lá estás tu, de braços abertos, a gritar pelo meu nome. «Vem até mim, se és capaz», dizes-me a sorrir. Abro-te os braços e sinto-te em casa. Estás grande, bonito e talentoso. As obras de arte que tu fazes e emolduras nas paredes sempre foram coisa fácil para ti, é certo. Cá eu não faria nem um terço do que fazes hoje em dia. 
Desenhaste-me à luz do dia. Eu, quieta e calada, já farta estava. Pedi-te para me fazeres uma visita guiada à tua vida e ao teu passado. E, tu, muito gentil, lá o fizeste. Nunca foste rapaz de grandes conversas. Tinhas medo de te afirmar em voz alta. Vejo que, com o passar do tempo, isso mudou. Agora, não escondes o que temes. Até me disseste que não devia ter partido há já tantos anos atrás. Disse-te que a vida muda, dá varias voltas. E tu sussurraste-me ao ouvido que sabias que iria voltar, porque a minha casa era exclusivamente o teu coração. Agora, sei bem que sim. Leio-o nas estrelas e sublinho-o no coração. Quero-te comigo. Agora e sempre, meu eterno fiel.