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domingo, 13 de maio de 2012


Foi consumida pelo tempo. Não existem memórias nem recordações. Existe o silêncio, o aperto no coração. O escuro, a solidão. São poucas as vezes que o sol espreita. Seguidamente vem sempre uma tempestade. É uma realidade custosa, sussurra ela às estrelas. «A lua é traiçoeira, está em constante mudança. Se não aguento a minha propria transformação, não irei aguentar, certamente, a dela. Prefiro as estrelas. São sempre muitas, têm todas o mesmo coração.». 
Habituara-se a ignorar o choro e a não querer conhecer as pessoas. Quase todas lhe metem medo. Quem a assusta solenemente é o amor, diz-me ela todos os dias. «Pior que o ódio, só podia ser o amor.», afirma. É traiçoeiro. E até ele já lho disse. Viu cair-lhe a mascara, mas, pelo menos, não negou nada. «É traiçoeiro, mas mentiroso, ainda não o é.». 
Vai colher flores até as estrelas se porem, está aqui a dizer-me. Se tiver tempo, colhe uma para cada um vós. Tem uma alma doce, sabem? Só não tem coração. Parece que o levaram à muito tempo.