Fecha os olhos. Apura o sexto sentido e tenta entender quem está por trás de ti. Não abras os olhos, não irás ver ser algum. Cheira-o. Fareja-o. Adiciona-o ao livro de capa preta que imobilizas com as mãos. Toca-o ao de leve, mas não te aproximes demasiado. Pode não gostar de contacto físico. Ouve-o. Escuta cada golpe da sua respiração imperfeita. Aconchega os teus lábios aos dele. Sente o hálito frio que imobiliza a tua voz. Não chames por ele. Vai sentir medo da tua voz assustada e cortada pelo vento. Ele não sente, ele não vive. Sobrevive de uma maneira avassaladora que, tantas vezes, não resulta ao estar em contacto com alguém que pressente. Agarra-o. Segura-o. Não o deixes cair na tentação da morte. Estimula-lhe sentimentos. Sejam eles quais forem. Ensina-o a viver. A recorrer à vida e a fugir à morte. Vai, toca-lhe no rosto. Pega-lhe na mão e leva-a ao coração. Afinal, estás apaixonada por ele.
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terça-feira, 3 de julho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Quem és tu, afinal? Narras os meus sonhos e deparaste a dez metros de mim. Não mostras a cara, não mostras o sorriso. Conheço os teus olhos claros, mas nunca os consegui observar. Tens algo neles que não consigo visualizar. Tens as mãos frias quando me tentas tirar do abismo. Tens uma alma vazia com termos complexos para decifrar, se assim isso existir. Tens medo de mim, porque me julgas e eu uma naturalidade por te desconhecer. És um ser estranho. Medonho, não digo. Tens os teus pontos fracos. Não podes olhar nos olhos de ninguém. Não podes sorrir. Não podes sonhar. Por isso, apareces em mim. Dominas o meu sono e reconheces a minha ficção. Tentas tornar-te nela. E consegues ser melhor do que imagino. Quem és tu, afinal?
- «Sou o mistério por descobrir, o desespero a conhecer e o enigma a ocultar.». - sussurras-me tu ao ouvido.
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