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segunda-feira, 7 de maio de 2012


São dois corações à deriva no oceano. Mergulharam nas águas do amor e deixaram para trás todo o mal que diziam. Não se conhecem, não faria diferença. Sabem de cor o olhar mágico e os traços do rosto de cada um. O que mais importa?, questionam-se eles. Trocam olhares nítidos e palavras silenciosas. Disfarçam bem, ninguém apreendeu ainda o que se está a suceder. Nem eles próprios, para dizer a verdade. «É como desejar aquilo que não se pode ter.» ou então «É um misto de borboletas na barriga e um coração a saltitar.», pensam. Não pedem conselhos, agem por conta própria. «Amigos? Eles não iriam entender. Como é possível nutrir tamanho sentimento por alguém que desconhecemos?», sussurravam eles à lua. Amiga mais fiel que esta não existia. Brilhava sempre quando a alma estava escura e iluminava o caminho quando o espírito estava limpo.  
Perdidos em sorrisos narrados e a olhares comprometidos são dois corações à deriva no oceano. Não se sabe bem porquê, mas o sentimento fala mais alto e o coração também. Ouve-se um sussurro: «Segura-me o coração. Acalma-o.». Há um sinal de aprovação. É o amor a falar mais algo, magicam os dois.