As luzes apontam na tua direcção. Os holofotes localizam-se e os apresentadores chamam o teu nome. Os nervos são mais que muitos, por isso, as pernas tremem-te. Não sentes os braços e doí-te o estômago. Calças os saltos, arranjas o vestido e apanhas o cabelo. Proferem a tua idade e o teu sonho de ir estudar para NY. Tu desfilas. Vais agarrada ao teu par e ele sorri para ti. O júri observa-te e nada comenta. Tu aceleras o passo e não sorris. O corpo gela-te e a alma destrói-te. As anotações que te passam na cabeça são inúmeras desilusões que te ferem a humildade. Vais trocar de roupa e esqueceste de agradecer. Não importa, faltam ainda duas passagens. Pensas em dar o tudo por tudo, mas abres a cortina e vês as centenas de pessoas que te estão a contemplar. Os pensamentos derrotistas voltam e as palavras negativas, também. Abanas a cabeça. É o teu momento. Vais vestir o bikini e desfilar com convicção com o teu par. Ele mete-te à vontade, já ouvi dizer. É um rapaz engraçado, tem um sorriso bonito. Assim como o teu. Mostra os dentes, mostra a felicidade dentro de ti. Não tens de ganhar, mas tens de participar de maneira a que fiquem a conhecer a pessoa bonita que és. Faz a prova de talento e quando te enganares, não pares. Parar é o mesmo que desistir. Vai, veste o vestido e prepara as pernas para os saltos grandes. Não vai custar nada. Levanta a cabeça, sorri e mostra que és capaz. E se não o fizeres, não te preocupes. Existe sempre algo e alguém que acredita em ti. Eu sou uma delas. Um caderno de capa negra que anota os teus segredos e medos, sonhos e objectivos. Se bem me lembro, este era um deles.
domingo, 19 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
Pergunto-me o que aconteceu ao amor. Se estará perdido, farto ou zangado. Se quem o tem, o sufoca e o obriga a morrer um bocadinho mais a cada dia que passa.
Procuramos por ele. Em qualquer lado, em qualquer altura. Preparamos reforços para quando o sentimos e analisamos. Já nem existem borboletas na barriga. Voaram todas e não encontram o caminho de volta.
Perguntamos por ele. Interrogamos-nos quando irá voltar, sabendo bem que o amor só se encontra uma vez na vida. Os outros seres que por nós passaram com a palavra "amor" na boca são só seres enfeitiçados pela magia da paixão.
Solicitamos a presença dele. Na vida, na morte e na sobrevivência. Não importa a forma. Não importa o lugar. Não importa o tempo. É a lei da vida, é a lei do amor.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Desenhaste-me à luz do dia. Eu, quieta e calada, já farta estava. Pedi-te para me fazeres uma visita guiada à tua vida e ao teu passado. E, tu, muito gentil, lá o fizeste. Nunca foste rapaz de grandes conversas. Tinhas medo de te afirmar em voz alta. Vejo que, com o passar do tempo, isso mudou. Agora, não escondes o que temes. Até me disseste que não devia ter partido há já tantos anos atrás. Disse-te que a vida muda, dá varias voltas. E tu sussurraste-me ao ouvido que sabias que iria voltar, porque a minha casa era exclusivamente o teu coração. Agora, sei bem que sim. Leio-o nas estrelas e sublinho-o no coração. Quero-te comigo. Agora e sempre, meu eterno fiel.
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