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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Goodnight, angels.

quinta-feira, 17 de maio de 2012


Eles vieram. Finalmente, encontraram-me. Estava dificil, sussurraram-me eles. Acho que tiveram uns tempos fora, mas não me contaram nada detalhadamente. Parece que lhes magoa falar nisso, sabem? E, oh, eles são tão preciosos que nem me importo. Ofereceram-me um livro, são almas carinhosas. Parece que é um diário, como este em que estou a escrever. Um diário antigo. Deles. São uns verdadeiros filósofos. Eles sabem amar de verdade. Amam como se não existisse um amanhã futuro, uma flor nova para oferecer. Mas, também afirmam que o amor não é para brincadeiras. Ele costuma assombrar-lhes a alma nos momentos mais assustadores. E eles não merecem. Garanto-vos que não. Deram-me também flores, estão aqui ao meu lado. Cheiram muitíssimo bem e estão aqui a esboçar um sorriso enorme. Vou sorrir-lhes, também. Elas merecem. E sabem? Finalmente, a minha alma acalmou e o meu coraçãozinho voltou. E isso está a deixar-me bem. Muito bem, mesmo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012



Não sei o que se passa, anjinhos. Parece que estou entre corpos sem almas. Sem coração. 
Que saudades que eu tenho da minha humilde infância. Não tinha noção do errado, nem da mentira. Nem da mágoa e do rancor. Agora, parece que a dor é toda a dobrar. Também não tenho outro remédio senão desabafar com vós. Quanto mais me queixo, mais os outros me pisam. 
Isto vai de mal a pior, tenho dito. O navio afundou e parece que não há bóias para todos os passageiros. Cada um entra em desespero e parece ignorar tudo e todos em seu redor. Vocês afirmam que é o preço da vida, mas custa aguentar tudo isto. Vejo tantos destruírem-se por uma peça do puzzle da sobrevivência mal montado. Vejo tantos caírem no buraco do abismo e a não lutarem pela sobrevivência. E isto não é viver, é existir. 
Oh, por favor, venham ao meu encontro, até mesmo quando estiver no meu sono mais profundo. Eu deixo uma folha em cima da mesinha de cabeceira, pode ser? No local do costume. Vocês, apenas, precisam de me contar o segredo da vida. Eu prometo espalha-lo, somente, às almas boas. 

terça-feira, 8 de maio de 2012


Por momentos, voltei aos soluços e às lágrimas abafadas. Como me custa suportar tudo isto. Caiu me de novo o mundo aos pés e, oh, a melancolia abraçou-me de tal forma que formara um enorme nó na garganta. Ainda está por desenrolar, admito. Comecei a habituar-me a ele, assim como as pessoas se habituam a roer as unhas a um determinado tempo. Começa por ser estranho, mas acaba por se tornar habitual. 
Perco a paz dentro de mim e o escuro apodera-se de mim. Parece que sou bipolar, não tenho uma única semana rotineira. Irónico, tenho dito. Parece que os anjos se esqueceram de mim e o pior de tudo é ter caído na armadilha do obscuro. Andava a mirar vidas e acabei por me esquecer dos perigos que assombram a minha. E, oh, foi o suficiente para arruinar tudo. 
Bem, vou chamar os anjos e ter uma conversa séria com eles. «Estou aqui, já podem parar de brincar às escondidas.». Apareçam, por favor.