sábado, 26 de maio de 2012

És doentio. Pintas-me os cabelos de branco. És insuportável, indestrutível, intolerável. Chamas-te amor e consomes-me a alma. O que poderei dizer se nada mais sei sobre ti? Posso escrever mais frases até a tinta me falhar ou posso simplesmente ignorar o facto de estares presente na minha vida tal e qual como a necessidade de me alimentar. Sim, necessidade. Estranho admitir isto ao fim de tanto tempo dizer que podia perfeitamente viver sem ti, não é assim? Também minto, também não consigo crer nas minhas próprias façanhas. És rude e ríspido. Indisciplinar e emotivo. Mas és a única sensação que dá corda ao meu coração. Que o faz trabalhar e despertar, até mesmo quando não precisa. Não tens só lados maliciosos, também sei reconhecer. Quando estás longe do ódio, sei que consegues ser gentil e gracioso. Moldável e risonho. Ameno e confortável. 
É como disse no inicio, ou iria estar aqui a compor frases desvairadas até terminar a tinta da minha escura esferográfica ou iria acabar por ceder à falta de inspiração da minha parte. És inteligente, também. Sabes optar pela melhor hipótese. Sim, supuseste bem. É exactamente a primeira. 

36 comentários:

  1. Também eu! Oh, este texto está muito bom :)

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  2. opa, está um texto algo de espectacular. Albergas nele uma sequência adjectiva de invejar. Abraço

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  3. este texto está tão... amoroso!
    e quase que me vi eu a escrever, está lindo!

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  4. não não vi princesa :o
    Nós nunca aprendemos, impressionante :c

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  5. o teu também esta lindo! Amei completamente

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  6. oh, obrigada! Estou a tentar ser :s

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  7. este post está simplesmente perfeito ! amei *-*

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. que incrível! obrigada doce, mesmo

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  10. O amor é 8 ou 80. Nunca sabemos que truques esconde na manga...

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  11. Oh, obrigada, querida.
    E bem, acho que descreveste o amor na perfeição. <3

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