terça-feira, 6 de outubro de 2015

Pior que perder alguém, é perder uma parte de nós. Perde-se o tempo, a esperança, a motivação. E a vida não volta e o sofrimento não vai. As horas deixam de passar, os dias não acabam. Ora avança, ora pára. Mas a dor não se ausenta e a vida não termina (...) Pior que perder alguém, é perder uma parte de nós. E eu... perdi-me em mim.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Deixemos-nos de tretas. Ninguém escreve sobre o amor. Ninguém sabe escrever sobre o amor. Mas é evidente que sabemos falar de amor. Amor ao próprio, amor ao próximo, amor platónico. Mas nao sabemos sentir o amor. Não sabemos toca-lo, nem muito palpa-lo. Não sabemos pesar o que sentimos, nem demonstrar que o sentimos. Mas sabemos noticiar o amor. No campo, na cidade, na vida. Sabemos saborea-lo. Sabe a sangue, a terra, a bolor. (...) Deixemo-nos de tretas. Ninguém sabe o que dizer sobre o amor.
Deito-me em Lisboa e acordo do outro lado do mundo com o coração nas mãos. Vejo-te longe, quase remoto. Perdido em mim. Sem mim. Onde estás quando mais preciso de ti? 

domingo, 4 de outubro de 2015

A vida é boa para quem sabe viver. É a cama por fazer, o lugar por preencher e a porta por fechar. És tu num lado e eu no outro. A vida somos nós dois juntos num contexto terrivelmente separado. 
A vida é boa para quem sabe viver... E, oh!, como é injusto não saber viver.