sábado, 3 de janeiro de 2015

Não quero ter medo para sempre. Medo do desconhecido, do improvável, do incerto. Não quero fechar os olhos com medo da realidade; não quero gritar até perder a voz. Não quero ter medo com o corpo inteiro; nao quero perder o folgo. Quero viver com a imensidão de desejos e com infinitos sonhos. Quero viver hoje sem ter medo do amanhã.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Nem sempre vejo o amor com olhos de guerra. Observo-o de perto, demasiado perto, no interior dos corações. Encontro-o coerente, motivado, proporcional ao desejo dos homens. Observo-o formalmente como quem espia o futuro sem ter medo do presente. Observo-o de perto para não visualizar o cenário de guerra, de perda, de dor. Vejo o amor com olhos sádicos, melancólicos e  suprimidos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Se pedir para me desprezares, não ignores. Permanece no silêncio de um olhar e na amargura de um abraço. Se pedir para me contemplares, não ignores. Observa-me de olhos fechados e protege-me com o coração. Se pedir para me relembrares, não ignores. Indaga erros e folheia razões. Se pedir para conversar, não ignores. Questiona o amor e afirma o ódio. Se pedir para me decifrares, não ignores. Remexe-me o ser e agita-me a alma.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Aprendi que o amor não tem idade ou facetas. Que a felicidade vem de dentro e é exclusiva. Que os amigos se contam pelos dedos da mão e, muitas das vezes, nao chegam a completar uma dúzia. Que a família é um bónus de Deus e o ódio um presente do Diabo. Que a vida não é mais que um livro aberto, sem definição e conteúdo próprio. Que a morte é indefinida e a doença incerta. Que a esperança é desconfortável e o medo passageiro. Que a música é vida e a felicidade também. Que os homens não se alimentam do querer e aprovam a vingança. Mas, essencialmente, aprendi que viver não é sinonimo de sobreviver: é amar, confiar, perdoar.