terça-feira, 10 de setembro de 2013

É o terceiro texto que para ti escrevo e arrependo-me cada vez mais de o fazer. Contudo, é inevitável negar-te o óbvio que, para mim, é a escrita. Costumam dizer que as pessoas são mais sinceras quando redigem notas para alguém querido. Até hoje, nunca me apercebera do quão sábio era o Homem que afirmou tal coisa. Através de cartas, irei revelar-te o pior e o melhor de mim. No entanto, estas nunca (te) serão entregues, pois irás revelar cada traço meu naturalmente. Sem pressas, sem desentendimentos. Espera pela minha caligrafia especialmente redigida para ti. Será desvendada assim que me revelares o teu amor. 
A filosofia é idêntica ao amor, pois, embora séria, não se justifica. Não capta palavras, orienta-as. Não anota sentimentos, grava-os para, um dia mais tarde, recordar. A filosofia é idêntica ao amor, pois são ambos feitos do desconhecido, da incógnita e do oculto. São matérias terrivelmente inseparáveis e indivisíveis. A filosofia é idêntica ao amor, pois interpreta almas e representa corações. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Quero ouvir-te dizer "não quero, tenho namorada." Quero ver-te nos olhos o orgulho, a vaidade e a magnificência apenas por me teres contigo. Quero sentir-te feliz a 100% quando afirmares que queres ficar comigo para a eternidade. Quero tocar-te no rosto antes das minhas idas para o estrangeiro. Quero contar-te como te conheci e retratar-te como foi a minha infância. Quero ler-te o meu livro e desenhar-te a minha alma. Quero visitar-te ao almoço e cozinhar o teu jantar. Quero ser quem te impressiona a visão e quem altera os batimentos do teu coração.
Um página branca rabiscada e um café morno já sem vida são tudo aquilo que preciso para te narrar. Contudo, as palavras perdem-se entre dedos e desaparecem de uma alma transparente. Já sem inspiração, tento afirmar e redigir aquilo que tanto temo: já não sei viver sem ti