quarta-feira, 24 de abril de 2013
sábado, 20 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Não sei gostar de ti. Não sei olhar-te nos olhos sem os desviar passado segundos. Não sei dar-te a mão quando a tentas entrelaçar na minha. Não sei ser espontânea contigo. Não sei proferir versos quando me pedes que o faça. Não sei cantar para ti. Não sei misturar a voz com a tua. Não sei quando devo estar contigo. Não sei quando me queres do teu lado. Mas só gosto de ti. Porquê? Não sei. Estou bem assim. E tu também.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Fecha a porta e caminha para mim. Devagar, calmamente. Percorre o olhar pela sala vazia e, de seguida, olha para mim sem desviar o olhar. O que vês não se mistura com o branco do vácuo, mas sim com o preto da escuridão. Prova o que me corre no sangue e escuta a pulsação. É ódio preto que me corre nas veias. É a desilusão de um amor perdido e a saudade de uma amizade quebrada. Abraça-me e segura-me o rosto. Não tenho íris de cor castanha, como outrora. Tenho-a branca, como para quem não quer observar a vida. Como para quem não quer ser humana. Como para quem não quer ser vista.
domingo, 6 de janeiro de 2013
domingo, 23 de dezembro de 2012
Nós somos quem pretendemos ser, para sempre. Apesar do feitio, do carácter e da maneira de agir com os outros. Há maneiras de ver o mundo. E há maneiras de lidar com ele.
O Natal é ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro. É a correria no super-mercado, o levantamento do dinheiro e a inexistência do Pai Natal. O Natal é o pensamento do leitor e a critica do escritor. É a festa da criança e o sacrifício do maior.
No entanto, Natal não é sinónimo de dádiva. Pelo menos, não à dádiva que julgamos. "Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de natal é a presença de uma família feliz."
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
O mundo sufoca-me com a força de um tempo perdido. Sufoca-me e baralha-me a mente. Não há humanidade. Não há amor. Apenas sobreviventes a narrar uma história que nada sabem e tudo temem.
Vejo a minha figura reflectida. Desordenada e misturada na água pura. Rabisco versos de um futuro incerto. Prometo tudo ou nada. Garanto o incerto e o correcto.
A vida não pára, por mais que queira. Não a faço sequer parar. Deixo-a percorrer o habitual caminho e familiarizo me à nova alma.
O mundo sufoca-me com a força de um tempo perdido. Sufoca-me e baralha-me. Ding, dong, ding... Apalpo a cara. O que resta não é pele. É somente um cadáver perdido no meio da escuridão.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Habituei-me aos livros de fantasia. Aos amores impossíveis e aos amores de Verão. Aos laços de sangue, embora quebrados, fortalecidos com a força da eternidade. Aos vampiros enigmáticos. Aos lobisomens assustadores. Habituei-me às fadas mal interpretadas e aos feiticeiros ameaçadores. Aos híbridos que se apaixonam pelo sabor da vida. Aos demónios que se empolgam com a maldade. Habitei-me a mim. De mãos postas nas folhas com sabor à estação correspondente. Com os olhos presos às consoantes. Mas mais importante, com o coração agarrado à ficção inexistente no dia de hoje.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Paro por segundos. Limpo os olhos com as mangas da camisa já rasgada e tento não olhar-me ao espelho. O esforço é enorme e a infelicidade imune. Para onde fui eu?, pergunto-me. E tu apareces do nada, como já é tão teu hábito. Olhas-me de alto a baixo e choras também. Consigo ouvir(-te). Sentir-te. (...) Propões abraçar-me. E eu recuso(-te).
A pulsação acelera de novo e oiço-te a pedires para me acalmar. Eu corro para a sala preta e fico aprisionada o resto da noite. Desenho no escuro. Canto no vácuo. (...)
Visualizo o sitio do costume. Não te encontras lá. Nem mesmo eu. Fui consumida pelo espelho. E o pior é ter de pedir para regressar.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
"You know, the smallest thing can change a life. In the blink of an eye, something happens by chance - and when you least expect it - since we’re on a course that you could have never planned, into a future you never imagined. Where will it take you? That’s the journey of our lives: our search for the light. But sometimes, finding the light means you must past through the deepest darkness." Nicholas Sparks
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Já sem apetite, escrevo somente para ti. Com a cabeça nas mãos e com o coração já não sei onde. Na mesma região que a tua pessoa. Espanha, Lisboa ou Miratejo. Qual deles escolhes? Pergunto-te.
Aqui, já sem voz e alma, pergunto-me por ti. Pela pessoa que eras. Na que te tornaste. Não é a mesma. Só que é mais fácil declarar que fui eu que mudei. Culpa minha, estragos meus.
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