segunda-feira, 8 de abril de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Não sei gostar de ti. Não sei olhar-te nos olhos sem os desviar passado segundos. Não sei dar-te a mão quando a tentas entrelaçar na minha. Não sei ser espontânea contigo. Não sei proferir versos quando me pedes que o faça. Não sei cantar para ti. Não sei misturar a voz com a tua. Não sei quando devo estar contigo. Não sei quando me queres do teu lado. Mas só gosto de ti. Porquê? Não sei. Estou bem assim. E tu também.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Fecha a porta e caminha para mim. Devagar, calmamente. Percorre o olhar pela sala vazia e, de seguida, olha para mim sem desviar o olhar. O que vês não se mistura com o branco do vácuo, mas sim com o preto da escuridão. Prova o que me corre no sangue e escuta a pulsação. É ódio preto que me corre nas veias. É a desilusão de um amor perdido e a saudade de uma amizade quebrada. Abraça-me e segura-me o rosto. Não tenho íris de cor castanha, como outrora. Tenho-a branca, como para quem não quer observar a vida. Como para quem não quer ser humana. Como para quem não quer ser vista.
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