quinta-feira, 3 de maio de 2012


Cheira-me a rosas misturas com camomilas, se é que é possível. Cheira-me a chocolate e a baunilha e a cacau com leite. Cheira-me a bolachas da mãe e a chá da avó. Cheira-me a mentol misturado com morango e a tostas com manteiga. Cheira-me a cerejas e a melão. Cheira-me a doce de ovos misturado com amêndoas. Cheira-me a framboesas e a amoras. Cheira-me a café com natas e a flores com mel. Cheira-me a folhas antigas dos livros e a cartas recentemente enviadas. Cheira-me a croissant e a sumo de maça. Mas a cima de tudo, cheira-me a amizade. Cheira-me a sorrisos, a cumplicidade e a pureza. Cheira-me a infinito. E este é o único aroma que não desaparece, que nunca será consumido pelo tempo. 
Ele é o rapaz grande que sabe jogar basquetebol. E, ela é a rapariga pequena que tem medo do amor.

quarta-feira, 2 de maio de 2012


Sento-me e ajeito-me na cadeira. O meu corpo está dorido, não se desloca de imediato. Sou atropelada por um camião de perguntas e não consigo responder a nenhuma. O mundo voltou-me as costas, mas os sobreviventes tentam dar-me a mão. Tenho medo deles. A campainha toca e oiço-os. Querem entrar à força. Chamam pelo meu nome, mas, eu não quero ouvir ninguém. Baixo os braços e conto até 10. «Não desanimes, por favor.» pedem-me os anjos. Não quero nem posso desiludi-los, mas estou a tremer por todo o lado. O volume das vozes diminui e acaba por se tornar silencioso. Vou até à porta e fico à escuta. Agarro a maçaneta e sinto-a mover. Não fora eu, tenho a certeza. Abro a porta e encontro-o especado a olhar para mim. Reconheço-o rapidamente e ele dá-me a mão. Promete-me que não deixará, de novo, que o mundo me caia em cima. Os anjos avisam-me para ter cuidado, porque ninguém é merecedor de plena sinceridade. Eu oiço-os com atenção e sinto-me entre a espada e a parede. No entanto, abro-lhe a porta e convido-o a entrar. Sinal este que me deixa admirada: pela primeira vez, acredito em promessas. O mundo desilude-me e eu mudo. Ou estou mais tola, ou torno-me mais flexível. Acabo por optar pela primeira opção. Irónico, concluo.

terça-feira, 1 de maio de 2012


Já são 19 anos. Estás um homem, não é verdade? Parabéns. Parabéns pelo amor, carinho e amizade demonstrada. Pelas gargalhadas, ataques de cócegas e até mesmo pelas zangas. Sim, porque nunca foste um rapaz com um feitio fácil. No entanto, tens uma alma doce que eu reconheço. É a junção da da mãe e do pai com a da avó. Gosto muito de ti, não duvides nunca. Apesar de tudo, gosto muito. Gosto dessa tua maneira de tratares os  outros, da forma de como te fazes ouvir. Gosto que trates de mim mesmo quando eu não preciso de ajuda. Gosto que te preocupes, que me protejas. Mas, odeio que me chames quando estou deitada para te ir tapar. É, parece que também não tenho assim um feitio muito fácil. É de família, digo eu.
Bem, era só para te dizer que és o melhor irmão do mundo e que não te trocaria por nada deste mundo. Estarei sempre aqui. Parabéns, bro.