quarta-feira, 4 de abril de 2012

Desculpa-me por ter pintado a tua alma de cinzento com os meus problemas. Oh, como gosto de ti.

terça-feira, 3 de abril de 2012


Ecoa na minha cabeça a mesma frase vezes sem conta. Sinto-me perdida, e acabo por deixar cair uma lágrima e, de seguida, outra. O que se passa comigo? Não estou em mim. As paredes sufocam-me e não consigo olhar para o exterior do quarto, através da janela. Olho em meu redor e noto que tenho roupa lavada e a cama feita. Consigo perceber que esteve lá alguém, mas, oh, não me consigo lembrar quem. Vejo um rosto familiar caminhar até a mim e a sussurrar-me qualquer coisa ao ouvido. «Volto ainda hoje para te buscar, prometo.». Reconheço a voz. Penso em perguntar um monte de coisas, mas o silêncio, de novo, foi mais forte. Deixo-me tombar. Tenho uma carta na mão, e consigo perceber que é composta apenas por quatro ou cinco frases, mas não a consigo ler. Vejo as letras turvas e não consigo sentir o verdadeiro sentido das palavras e o remoinho forte que provocavam no meu coração, como outrora. Sinto-me vazia e deixo cair, de novo, uma lágrima pelo canto do olho. 
Oiço vozes e limpo as lágrimas. Oh, como me sinto feliz. Ela voltou e cumpriu o que prometeu: trouxe os anjos para me ajudarem a acordar deste maldito pesadelo. 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

São demasiadas explicações para poucas conclusões, tenho dito. 

domingo, 1 de abril de 2012


Uma nuvem horrorosa anda a perseguir-me. Tão rápida que não me deixa descansar nem por um minuto. Está a custar tanto. Está tão cheia de falsidade, de mentiras e de desilusões. Tão cheia de pessoas falsas, hipócritas e interesseiras. Não paro de correr, e cada vez a sinto mais perto. Não consigo ver o final do caminho, parece que está longe. Tropeço em  todos os buracos que aparecem. Oh, que mal que isto me está a fazer. Estou sem fôlego, a pulsação está demasiado rápida. Passo por tanta gente conhecida e estas, apenas, me acenam como se não percebessem o que está a acontecer. Ou finjo muito bem, ou não querem mesmo saber de mim. Sigo em frente, não tenho outra opção. Está cada vez mais próxima, começo a desesperar. Vejo outro caminho distinto. Caminho o mais rápido possível, e tento desviar a atenção desta alma perigosa que anda atrás de mim. Penso melhor e volto para trás. Desisto. Deixo-me consumir. A dor é grande. Mas pior que a dor, é a desilusão. Essa sim, é infinita.