sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Como está o tempo, hoje .. Tão triste, carregado e com tantas nuvens perdidas no escuro. É como uma réplica da minha alma, do meu estado de espírito. As gotículas de água a que estamos acostumadas a chamar de chuva, são as minhas lágrimas. E, oh, como me está a custar passar este dia sem a tua presença, sem as tuas palavras de apoio. Estás aqui tão perto de mim, mas estamos tão longe do pensamento uma da outra. Porque é que o mundo teima em tirar-me quem mais amo? Deixa-me adivinhar: porque as coisas boas, não duram para sempre. E que confusão que isso me faz .. Lembraste do que me disseste à um ano? "A vida não é justa, minha querida, nunca foi."? Agora, anda sempre comigo no pensamento. Dizias-me sempre toda a verdade de uma forma tão segura que não me mostrava medo e agora que o céu me caiu em cima, tenho medo. Medo da vida, medo de viver. Medo das pessoas que não conheço, mas principalmente das que conheço, porque sei do que são realmente capazes de fazer. E, como eu confiava em ti. Contava-te tudo sobre a minha vida, e eu sei que te preocupavas comigo e com o meu bem-estar. Agora, para onde foi essa preocupação? Diz-me, por favor. O tempo não está a acalmar e, oh, a minha alma também não.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Sabes o mal do amor? É que ele prega partidas nos momentos mais inesperados. Sentes te feliz e completa ao lado de alguém que amas - uma relação que levou anos a construir - e, de um momento para o outro - apenas numa questão de segundos - tens o coração nas mãos. Começas a viver no escuro e a ter medo de sair à rua. O ambiente muda, as vontades também. Fechas-te no quarto, e não queres sair. Afirmas ser o fim do teu mundo, e recusas qualquer prova de amor ou até mesmo de amizade. Quase ninguém percebe que estás mal e, quem percebe, nem sequer faz parte do grupo de pessoas que costumam estar mais presentes na tua vida. É irónico, frustrante e triste. Tornas-te fria, e a mágoa apodera-se da tua alma. Sorris para tranquilizares os outros e choras, quando ninguém te vê, para responderes à ansiedade que, tantas vezes, percorre o teu corpo. A solidão não causará dor, pensas. Acabas por te isolar de todos, e vês que quase ninguém sente a tua falta e que, quem sente, pouco demonstra. Aprendes a ignorar palavras e a engolir o choro. E, no final, chegas à conclusão que perder o encanto, dói muito, mas que esquecer um amor dói muito mais; é como ficar órfã. Órfã da vida.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Sinto-te mais uma vez comigo, assim como te sinto todos os dias. É tão irónico saber que estás longe, mas ao mesmo tempo tão perto. É tão irónico saber que me continuas a chamar ''minha pequenina'' quando tanto se passou. E a cima de tudo, é tão irónico perceber que, a raiva que nutria por ti, anda desaparecida pelas longas ruas da cidade. E sabes, não te vou dizer que é amor que sinto, porque, na verdade, já não é. Mas sim, amizade. Uma amizade que atravessou tantos rios e oceanos, que se penetrou em tantas guerras e, que, no final, saiu vitoriosa. Vitoriosa, porque apesar de tudo, continua de pé. Vitoriosa, porque continua a obter sorrisos sinceros e gargalhadas em simultâneo.
E sabes, querendo ou não, a vida continua. A monotonia, a solidão, o medo e o rancor voltam ao normal. Vão e ficam, e voltam a vir e a ficar. O necessário é ter alguém que te abrace nos momentos mais escuros e alguém que te chame à razão nos momentos mais "claros". E sabes, meu pequeno filosofo, esse alguém, agora, és tu. Não te amo da forma assustadora de antigamente, mas sabes? Amo-te de uma forma nova, a que eu chamo amizade.
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