sábado, 10 de março de 2012

Sem Medos- XXXIV

Passara a noite no hospital e mal dormira. Passara-se um filme longo com todos os momentos passados com o Jonny. Momentos esses que me fizeram inteiramente feliz, como à muito não estava. Momentos esses que me fizerem pensar que era por minha causa que ele estava naquela cama..
-Ana, sentes-te bem? - perguntou uma enfermeira que apareceu à porta.
Estava tão cansada..
-Estou, estou bem. Não se preocupe.
-Tens de descansar. Não te faz bem estar tantas horas acordada.
-Sim, eu sei. Mas eu estou bem, não se preocupe.
Alguns minutos depois de ter saído, o meu namorado abriu os olhos.
-O que é que te fizeram? O que é isso que tens na testa, Ana? Tu est.. - meti-lhe o dedo nos lábios.
-Eu estou bem, amor. - Beijei-o, para comprovar.-  E tu, como é que te sentes?
-Eu também estou, acho eu. Dói-me a cabeça e um braço, mas estou bem. Eu só preciso de uma coisa para ficar melhor..
                                                        ***
Íamos a passar pelas urgências quando ele me deteve com um puxão.
-Tens mesmo a certeza que queres fazer isto?
-Tenho - olhei em redor para ver se estava alguém por perto.- Vamos?


                                             (Penúltimo capitulo..)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Hoje, percebi que o amor nem sempre é tudo. Não pode estar em primeiro lugar, nem pode ser a nossa maior preocupação. A saúde é o que se considera realmente o importante. É o que deixei para segundo lugar, tornando-se agora no meu maior problema. Regressei a casa, não sei como, com a ajuda de um amigo. Estava de rastos e não sei o que se passava comigo. Todos me avisaram e eu nunca soube que isto me estava a prejudicar apenas a mim própria. Talvez tenha sido um ponto fraco que arranjei, mas a verdade é que irá permanecer durante longos meses. Se estou doente? Há quem diga que sim e há quem diga que posso não estar. A resposta, agora, está em branco. Posso escolhe-la pintar de rosa, ou posso transforma-la em preto, numa questão de dias. Qual a que me assusta mais? Essa é fácil: estão ambas na mesma rede.

slowlysinking-a-w-a-y:

pretty much.

P.S.- Meus docinhos, irei voltar a escrever, de novo, a história "Sem medos". Para quem não a conhece, nada melhor que meter a leitura em dia! Beijinhos * 

segunda-feira, 5 de março de 2012

O amor não é uma desculpa para tudo. Não é algo que tu inventes, não é algo que possa ser usado como qualquer coisa. Não podes justificar os ciúmes com o amor. Não podes justificar a ausência com o amor. Não podes deixar tudo, apenas porque se trata de amor. Porque o amor não tem garantias. Não tem preço, nem recibo. Requer paixão de ambos, e não a ausência, como se vê por aí no dia de hoje. Hoje amas, amanhã odeias. Torna-se difícil explicar o que se sente e o que se quer transmitir com “amor”. Dizer que ama e quantificar o amor só serve para quem sente, e mesmo assim já é muito. Mentir sobre isso é uma atitude medíocre, digna de pena. E ser dramática é muito eu, por isso, posso estar a parecer exagerada, mas o que importa é como vivo este sentimento que nem sequer devia de ter nome. E o maior problema do mundo, hoje, é que pessoas acham que falar basta. Não, falar não basta. E as pessoas têm tendência de dizer que o amor se vê apenas nas coisas que o outro diz. Não, o amor não se baseia nisso. O amor é a entrega, é o perdão. Mas adivinha? Acabas sempre magoado. 


domingo, 4 de março de 2012

Ando sem inspiração para nada. Não tenho fome, não tenho vontade de escrever e quando pego na caneta, a inspiração vai-se de novo embora. Ando estranha, apática e nervosa. Como se estivesse à espera de algo que venha a acontecer. Não ando em mim, à muito que não ando. Digo coisas que supostamente, não me permitia dizer. Discuto com todos, e já todos perceberam o porquê da minha ausência, menos eu. Ando cansada, misteriosa e calma demais. Já não me engano com um sorriso, porque até os falsos sabem fazer isso. 
Resta-me apenas um enorme pedido de desculpas a todos vocês que têm estado aqui sempre, em todas as ocasiões e em todos os momentos. Prometo voltar, muito em breve. Prometo mesmo.