segunda-feira, 5 de março de 2012

O amor não é uma desculpa para tudo. Não é algo que tu inventes, não é algo que possa ser usado como qualquer coisa. Não podes justificar os ciúmes com o amor. Não podes justificar a ausência com o amor. Não podes deixar tudo, apenas porque se trata de amor. Porque o amor não tem garantias. Não tem preço, nem recibo. Requer paixão de ambos, e não a ausência, como se vê por aí no dia de hoje. Hoje amas, amanhã odeias. Torna-se difícil explicar o que se sente e o que se quer transmitir com “amor”. Dizer que ama e quantificar o amor só serve para quem sente, e mesmo assim já é muito. Mentir sobre isso é uma atitude medíocre, digna de pena. E ser dramática é muito eu, por isso, posso estar a parecer exagerada, mas o que importa é como vivo este sentimento que nem sequer devia de ter nome. E o maior problema do mundo, hoje, é que pessoas acham que falar basta. Não, falar não basta. E as pessoas têm tendência de dizer que o amor se vê apenas nas coisas que o outro diz. Não, o amor não se baseia nisso. O amor é a entrega, é o perdão. Mas adivinha? Acabas sempre magoado. 


domingo, 4 de março de 2012

Ando sem inspiração para nada. Não tenho fome, não tenho vontade de escrever e quando pego na caneta, a inspiração vai-se de novo embora. Ando estranha, apática e nervosa. Como se estivesse à espera de algo que venha a acontecer. Não ando em mim, à muito que não ando. Digo coisas que supostamente, não me permitia dizer. Discuto com todos, e já todos perceberam o porquê da minha ausência, menos eu. Ando cansada, misteriosa e calma demais. Já não me engano com um sorriso, porque até os falsos sabem fazer isso. 
Resta-me apenas um enorme pedido de desculpas a todos vocês que têm estado aqui sempre, em todas as ocasiões e em todos os momentos. Prometo voltar, muito em breve. Prometo mesmo.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

E apesar de tudo, senti-me bem do teu lado. Parecia que tinha acabado de fechar um velho capítulo que à muito permanecia na minha vida. Sentar-me ao teu lado e contar-te histórias antigas fez com que tivesse a certeza que podia confiar em ti. Contei-te segredos, episódios antigos e acima de tudo, consegui falar do período passado sem a presença de uma lágrima. Tu percebes-te que ele ainda desempenhava um papel na minha vida, mas agora como alguém que quebrou o meu coração e não como o amor da minha vida. E ver que tu estavas tão interessado e tão ocupado ao perceberes a minha vida, fez com que eu percebesse que fazias parte dela de uma forma encantadora. E então, dei por mim, a reparar que estavas a sorrir com os olhos pregados nos meus. E no segundo a seguir, inclinas-te e das-me o mais suave dos beijos - com uns lábios frescos e secos, tão educados, que conseguiram prolonga-lo por longos segundos. E sabes que mais? Eu gostei. Gostei da forma como o fizeste, da forma como me fizeste sentir e até mesmo do silêncio que se prolongou depois. E tive a sensação de que, se não utilizássemos palavras, os sorrisos iriam explicar tudo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Não o incluas quando sabes que ele é a única pessoa que não tem culpa. Não o incluas, porque sabes que ele está a fazer aquilo que tu, supostamente, devias de ter feito. Não o incluas, por ele estar a tentar ocupar o teu lugar, porque já faz muito tempo que ele não te pertence. Não o incluas por sentires que tudo te está a cair aos pés; por sentires dor, magoa e rancor. Eu já senti tudo isso e nunca culpei ninguém. Sofri em silêncio e nunca fui ter com nenhuma amiga tua. Nunca fui falar com ninguém sem saber o que realmente se estava a passar. Talvez, tenho sido esse o problema. Fui demasiado ingénua. Fiz de tudo para que fosse a única a sair do meio disto tudo, magoada, porque quando se está apaixonado é isso que se faz. Acabamos, por abdicar da nossa felicidade pela da pessoa amada. E tu? Ao ouvires um estúpido rumor, descarregas toda essa raiva em cima dele. Ele é a única pessoa que, no meio disto tudo, não tem culpa nenhuma do que está a acontecer.
P.S.- Não tentes acabar com ele, porque garanto-te que ao primeiro sinal que me dês a entender que o estás a fazer, vou ser eu que vou fazer o mesmo contigo.