E apesar de tudo, senti-me bem do teu lado. Parecia que tinha acabado de fechar um velho capítulo que à muito permanecia na minha vida. Sentar-me ao teu lado e contar-te histórias antigas fez com que tivesse a certeza que podia confiar em ti. Contei-te segredos, episódios antigos e acima de tudo, consegui falar do período passado sem a presença de uma lágrima. Tu percebes-te que ele ainda desempenhava um papel na minha vida, mas agora como alguém que quebrou o meu coração e não como o amor da minha vida. E ver que tu estavas tão interessado e tão ocupado ao perceberes a minha vida, fez com que eu percebesse que fazias parte dela de uma forma encantadora. E então, dei por mim, a reparar que estavas a sorrir com os olhos pregados nos meus. E no segundo a seguir, inclinas-te e das-me o mais suave dos beijos - com uns lábios frescos e secos, tão educados, que conseguiram prolonga-lo por longos segundos. E sabes que mais? Eu gostei. Gostei da forma como o fizeste, da forma como me fizeste sentir e até mesmo do silêncio que se prolongou depois. E tive a sensação de que, se não utilizássemos palavras, os sorrisos iriam explicar tudo.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Não o incluas quando sabes que ele é a única pessoa que não tem culpa. Não o incluas, porque sabes que ele está a fazer aquilo que tu, supostamente, devias de ter feito. Não o incluas, por ele estar a tentar ocupar o teu lugar, porque já faz muito tempo que ele não te pertence. Não o incluas por sentires que tudo te está a cair aos pés; por sentires dor, magoa e rancor. Eu já senti tudo isso e nunca culpei ninguém. Sofri em silêncio e nunca fui ter com nenhuma amiga tua. Nunca fui falar com ninguém sem saber o que realmente se estava a passar. Talvez, tenho sido esse o problema. Fui demasiado ingénua. Fiz de tudo para que fosse a única a sair do meio disto tudo, magoada, porque quando se está apaixonado é isso que se faz. Acabamos, por abdicar da nossa felicidade pela da pessoa amada. E tu? Ao ouvires um estúpido rumor, descarregas toda essa raiva em cima dele. Ele é a única pessoa que, no meio disto tudo, não tem culpa nenhuma do que está a acontecer.
P.S.- Não tentes acabar com ele, porque garanto-te que ao primeiro sinal que me dês a entender que o estás a fazer, vou ser eu que vou fazer o mesmo contigo.
P.S.- Não tentes acabar com ele, porque garanto-te que ao primeiro sinal que me dês a entender que o estás a fazer, vou ser eu que vou fazer o mesmo contigo.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Já passou muito tempo .. Ainda te lembras de mim? De todas as promessas quebradas? De todos os sorrisos? De todas as cartas? Ainda te lembras da forma de como sempre te despedias de mim? Da frase que utilizavas? Eu lembro-me bem .. Mas não penses que me sinto exactamente da mesma forma que antes, porque, de facto, é mentira. Já superei o "grande" amor. Já superei os dias de arrependimento, as lágrimas, os dias cinzentos. Agora, ficou a mágoa, o coração partido, que está a ser recuperado aos poucos, a raiva, a frustração. Mas ainda não desapareceu aquele olhar para o nada, com algum fundamento. Aqueles pensamentos que guardo apenas para mim e que não exponho aos outros. E magoa-me saber que tenho de lidar com tudo isto sozinha. Eu já não sou forte o suficiente para lidar com a tua ausência. E não se trata, apenas, de um coração partido, mas sim de uma amizade acabada. E lamento todas as palavras que irei proferir agora, mas já não existe mais nada a dizer. É a ultima carta, são as ultimas palavras. Tu já não és o mesmo à muito tempo, e, com a tua ausência, mudas-te todos aqueles que estavam em teu redor, incluindo-me a mim. Não tivemos sequer uma chance de ponderar a situação. Lamento ter-me tornado mais fria, mas tudo isto, foi por tua culpa. Já não existe mais nada. Chegas-te à meta, vences-te.
Uma ultima pergunta: tu és realmente forte ou só sabes mentir?
Uma ultima pergunta: tu és realmente forte ou só sabes mentir?
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Tenho saudades tuas, não nego. Mas isso não significa que possas fazer tudo o que queres comigo. Ainda tenho sentimentos, apesar de me teres retirado quase todos. Fui tão cega ao proteger-te depois de tudo aquilo que me fizeste passar. E se pudesse, garanto-te que só te diria uma coisa: tudo o que estás a fazer só me está a destruir ainda mais. É dificil odiar alguém que amei tanto. Foi muito tempo. Foi muita partilha. Não só de amor, mas também de amizade. E agora, vejo-me, não só com um coração partido, mas também sozinha. Porque sei que não vou ter o mesmo amigo para me abraçar e me dizer que vai tudo correr bem; que não estou sozinha, e que sou forte o suficiente para sobreviver a tudo isto. Eu sempre fico a pensar em quem posso confiar, de novo. Existe sempre medo, por detrás de todos os sorrisos. E eu não quero viver assim para sempre. Aliás, não posso, porque sempre fui eu quem sorria para encorajar os outros. Sempre fui eu quem dizia que melhores dias viriam, como tu fazias comigo, e não o contrário. Mas bolas, eu sou humana! Eu tenho fraquezas. Cometo erros e tenho medos. E um dia destes, alguém me pergunta se estou bem e eu vou dizer que não, que não me sinto bem.
E depois? Depois, ninguém vai saber o que fazer. E lá vou eu, de novo, esboçar um novo "sorriso". E eu não sou boa o suficiente. Não para mentir. Não para enganar.
(...) E a carta perdeu-se entretanto. A escrita começou a falhar e as letras perderam a sua intensidade.
E depois? Depois, ninguém vai saber o que fazer. E lá vou eu, de novo, esboçar um novo "sorriso". E eu não sou boa o suficiente. Não para mentir. Não para enganar.
(...) E a carta perdeu-se entretanto. A escrita começou a falhar e as letras perderam a sua intensidade.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



