Passado alguns dias, ela, que sempre fora vista com um sorriso em pleno rosto, foi vista com pequenas gotículas de água nos olhos. E já não era de agora. Já à uns bons dias que não andava feliz. Ela dizia que lhe doía a alma. E a grande questão era saber o porquê. Até agora, ninguém se apercebera que a infelicidade dela tinha tomado o lugar da felicidade.
Aquela que chamávamos de família unida separara-se à dias e aquele que chamamos de namorado perfeito, típico dos filmes, deixara-a sozinha e desamparada. Partiu sem lhe dirigir uma única palavra e apenas teve coragem de lhe escrever uma carta que resumida lhe perguntara quantas vezes não amou a pessoa errada, pensando ser a certa. E aqueles que chamávamos de amigos impecáveis, esses, ainda continuam lá. O problema é que ainda não se aperceberam do que se está a passar.
Agora, ela, talvez, tenha razões para não sorrir. Apesar de tentar remediar a situação, não conseguia. Perdera as forças todas. Até mesmo para sorrir.

