terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sentar-me no parapeito da janela, era sinónimo de não estar bem. Fazia aquele movimento sempre que estava desiludida com o mundo ou triste comigo mesma. E aquele lugar, dava-me sempre segurança. Fazia-me pensar. À dias, sorria que nem uma tola, amava um rapaz mais do que ninguém no universo e protegia-o como se não houvesse um amanhã. Todos me diziam que estava apaixonada, que o amor me tinha batido à porta. E eu.. Eu acreditei. E foi a partir desse dia que comecei a acreditar em tudo o que me diziam e em todas as juras que me fizeram. A maior delas foi claro, um para sempre. Lembro-me tão bem, como se fosse hoje. Cheguei a casa, nesse dia, toda animada.. Nem parecia a mesma.. Mas pelo lado positivo, sabem? Senti-me bem e não me abalava com as críticas dos outros, porque tinha a melhor pessoa que me podia ter aparecido, a meu lado. Passado uns tempos, as coisas começaram a complicar-se. As juras afinal não foram eternas, e talvez eu tenha sido só mais uma, tentando ser a certeza, na esperança de ser um para sempre, mas parando sempre pela metade. Agora, ou melhor, com o tempo, fiquei mais selectiva. Não só nas juras e nas promessas, mas também nas pessoas que por muito tempo foram parte de mim, e que agora, já pouco ou nada interessam. Com o tempo, fui esquecendo as coisas pequenas e fúteis que já não valem a pena. Agora, só me resta agradecer às pessoas que não desistiram de mim, quando até eu mesma já tinha desistido.


domingo, 23 de outubro de 2011

200 seguidores!

Meus amores, chegamos aos 200! YEAAAAAAAH! Acreditem, que nunca pensei que fossemos tantos, aliás, nem sequer sonhava que iríamos ser metade dos que somos hoje. Tudo isto é graças a vocês, meus pequeninos. Quero agradecer-vos por todos os comentários, por todas as palavras queridas que me têm dado e por todas as amizades que criei cá. Já não sei viver sem este pequenino mundo e sem as vossas doces palavras. Um sincero obrigado a todos!

sábado, 8 de outubro de 2011

Olho para o horizonte, e lembro-me dos nossos momentos. Não estava a espera, para ser sincera. Pensei que já tivesses desaparecido do meu pensamento como, uma folha de papel que em tempos, fora queimada. Mas, lembro-me tão bem de todos os detalhes das nossas conversas, do teu sorriso e do brilho do teu olhar. Lembro-me tão bem de passar horas e horas ao telefone contigo e a rir-me tão alto que até o meu irmão me perguntava se me estava a sentir bem. Agora, tudo isso desapareceu. Agora, o meu riso está preso pelas lágrimas que me proporcionas-te e pelas que (ainda) proporcionas. E o meu coração está mais  fraco do que nunca. E o que mais me custa é saber que consigo sentir o teu cheiro na minha roupa e ouvir o teu riso no meu ouvido. Sabes? Consigo sentir-te mesmo estando longe de ti.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

"Hoje, não venho falar de amor. O amor morreu no dia em que partis-te, apesar de eu continuar a escrever sobre ele. Eu hoje, venho falar sobre toda a saudade de momentos não vividos. Porque amar cansa, e é destinado aos fortes. Deixa-me relembrar essas recordações passageiras, reerguer as minhas vontades, fazer de conta que sou mais meu do que dos outros. Eu tenho essa mania de dar. Dar tudo. Entregar assim mesmo, de mão beijada os meus segredos. Não quero falar de amor porque desaprendi o seu significado. Sim, também o perdi. Perdi todo e qualquer resquício de compaixão ou afeição. É pedir muito querer ficar só? Deixa-me tentar manter de pé os meus castelos, não viver por ninguém. Gosto de me prender ao vazio. É errado? O vazio pelo menos não destrói. Dele eu não passo. Ou fico ou saio. Conforto-me na incredulidade, porque o “crer” depende das circunstâncias. E as actuais não são nada boas. Eu sei, é repugnante pensar que alguém é quase ou totalmente ausento de sentimentos. E eu não sou, só finjo. A aparência, o mostrar-se forte, valem mais que o ser. Que o sentir, de facto. Eu não quero falar de amor porque ainda dói. Ainda é viva aqui, a marca do último olhar.  O destino é continuamente reescrito e esconde as suas mãos. Não é à toa que nada disso faz muito sentido. Eu amei implorando uma resposta para uma pergunta que nunca fiz. Eu sinto saudades, confesso. Criei uma personalidade inexistente, tentei enganar a minha fragilidade, quis fugir da minha essência, negar os meus medos e esconder a minha timidez. Tudo isso em troca de um adeus que eu nunca dei. Eu não quero falar de amor porque há amor em tudo. Ou apenas excesso em mim. Porque eu desmancho-me em lágrimas quando citam o teu nome e não encontro força para voltar atrás. Diz-me, aqui, baixinho mesmo, onde foi que nos perdemos? Eu preciso retomar as rédeas da minha vida, desprender-me de toda essa banalidade super valorizada. Eu não quero falar de amor porque, no fundo, eu sou só isso. E não o quero ser. Não quero ser um fantoche mais uma vez, um coração a lutar por dois. Espírito forte e a carne fraca, com a tristeza estampada no rosto por não ter com quem dividir momentos ou fraquezas. Aquelas histórias engraçadas ou o sonho da noite passada. Hoje eu não quero falar de amor, quero inverter os papéis. Tu sentes e sofres. Eu só lamento. Lamento muito."


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