"Longe de ti, longe do Mundo, longe de quem realmente sou."
terça-feira, 6 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Sem Medos- XXIV
Mal cheguei a casa, fui direita ao meu quarto. Custa-me ver as molduras com fotos da minha mãe, comigo, com o meu pai, com o meu irmão ou com quem quer que fosse. A casa parecia outra. Faltava-lhe aquela alegria; faltava a voz da minha mãe ecoar pelas paredes para chamar-nos para jantar. Ela partira à pouco tempo e eu já estava a morrer de saudades.
(...)
Limpei as lágrimas que insistiam em cair no meu rosto e comecei a escrever a carta para o Jonny:
«Querido Jonny,
Desculpa ter saído de casa, sem te ter dito nada. O meu irmão não foi lá para me insultar, ao contrário do que nós pensávamos. Ele foi lá dizer que não estava nele, naquele dia e pediu-me desculpas. E sendo meu irmão, não consegui dizer-lhe que não.
Agora, vem a parte pior .. A minha mãe, teve um acidente. Foi para o hospital, entrou em morte cerebral e o coração, acabou por parar de bater. Não é justo, pois não? Todo este tempo pensei que ela ainda poderia ver-nos a casar e ensinar aos nossos filhos, tanto como me ensinou a mim. Está a ser tão dificil lidar com esta situação que te escrevo com lágrimas a escorrerem-me dos olhos. Não te liguei porque não sei onde deixei o telemóvel. Mas isso, agora, também não é o mais importante ..
Jonny, custa me escrever isto, mas eu não vou voltar. Não é por não ter gostado da "estadia" nem de ti, mas o meu pai e o meu irmão precisam de mim, cá em casa. Vou sentir a falta dos beijos de boa noite, dos nossos passeios ao luar, das nossas conversas até à madrugada do dia seguinte. Mas, eu não quero, que tudo o que criamos, acabe. Eu amo-te e não quero que nada nem ninguém estrague o que temos. Os tempos têm sido difíceis, mas eu ainda acredito que melhores dias virão. Por favor, desculpa-me e escreve-me de volta para saber noticias tuas.
Com todo o meu amor e com um grande pedido de desculpas,
Ana.
Agora, vem a parte pior .. A minha mãe, teve um acidente. Foi para o hospital, entrou em morte cerebral e o coração, acabou por parar de bater. Não é justo, pois não? Todo este tempo pensei que ela ainda poderia ver-nos a casar e ensinar aos nossos filhos, tanto como me ensinou a mim. Está a ser tão dificil lidar com esta situação que te escrevo com lágrimas a escorrerem-me dos olhos. Não te liguei porque não sei onde deixei o telemóvel. Mas isso, agora, também não é o mais importante ..
Jonny, custa me escrever isto, mas eu não vou voltar. Não é por não ter gostado da "estadia" nem de ti, mas o meu pai e o meu irmão precisam de mim, cá em casa. Vou sentir a falta dos beijos de boa noite, dos nossos passeios ao luar, das nossas conversas até à madrugada do dia seguinte. Mas, eu não quero, que tudo o que criamos, acabe. Eu amo-te e não quero que nada nem ninguém estrague o que temos. Os tempos têm sido difíceis, mas eu ainda acredito que melhores dias virão. Por favor, desculpa-me e escreve-me de volta para saber noticias tuas.
Com todo o meu amor e com um grande pedido de desculpas,
Ana.
(Continua ..)
"Olá, eu sou o amor. Estou presente na vida de todos. Transformo a tua vida, deixo-te idiota e faço te rir do nada. Muitas pessoas ficam tristes comigo, porque acham que eu chateio, porém não sou eu que te faço sofrer, é a ilusão. Eu gostava que todos fossem felizes juntos, mas a distância impede isso. Mas ouve uma coisa, um dia, irei fazer-te feliz."
domingo, 4 de setembro de 2011
Sem Medos- XXIII
O tempo passava cada vez mais rápido, pensava eu. A minha mãe não podia ter partido assim. De uma forma tão rápida, tão injusta.
-Como é que estás, filha?
-Sem reacção, pai .. Ela não merecia um final destes.
-Não merecia mesmo .. Mas, agora, já não há nada a fazer.
-Eu sei, pai, mas sempre pensei que ela iria assistir ao meu casamento. Pensei que pudesse conhecer os meus filhos e lhes pudesse ensinar tanto como me ensinou a mim. Pensei que pudesse ajuda-la a subir as escadas quando ela estivesse com dores nas pernas por causa da velhice .. Agora, não posso fazer nada disto, porque ela .. já não está cá.
-Lamento tanto, filha.
-Eu também, muito mesmo. Mas, é como tu dizes, agora já não há nada a fazer.
(...)
-Vamos para casa, queridos.. O funeral já está marcado.
-Vai ser quando?
-Amanhã, lá para as 10h.
-Está bem .. Vou ligar ao Jonny. Ainda não lhe disse nada. Dão-me uns minutos?
-Está à vontade, filha. Nós vamos andando para o carro, depois, vai lá ter.
(...)
Mas onde é que eu meti o telemóvel? Já o procurei em todo o lado e ele não me aparece em lado nenhum. O mais provável é eu te-lo deixado cair, não sei .. Agora, só posso falar com o Jonny enviando-lhe uma carta. Bonito .. A sorte não está mesmo do meu lado!
-Como é que estás, filha?
-Sem reacção, pai .. Ela não merecia um final destes.
-Não merecia mesmo .. Mas, agora, já não há nada a fazer.
-Eu sei, pai, mas sempre pensei que ela iria assistir ao meu casamento. Pensei que pudesse conhecer os meus filhos e lhes pudesse ensinar tanto como me ensinou a mim. Pensei que pudesse ajuda-la a subir as escadas quando ela estivesse com dores nas pernas por causa da velhice .. Agora, não posso fazer nada disto, porque ela .. já não está cá.
-Lamento tanto, filha.
-Eu também, muito mesmo. Mas, é como tu dizes, agora já não há nada a fazer.
(...)
-Vamos para casa, queridos.. O funeral já está marcado.
-Vai ser quando?
-Amanhã, lá para as 10h.
-Está bem .. Vou ligar ao Jonny. Ainda não lhe disse nada. Dão-me uns minutos?
-Está à vontade, filha. Nós vamos andando para o carro, depois, vai lá ter.
(...)
Mas onde é que eu meti o telemóvel? Já o procurei em todo o lado e ele não me aparece em lado nenhum. O mais provável é eu te-lo deixado cair, não sei .. Agora, só posso falar com o Jonny enviando-lhe uma carta. Bonito .. A sorte não está mesmo do meu lado!
(Continua ..)
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