quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sem medos- XVIII

Meus lindos, tem sido dificil escrever e desabafar convosco, pois não tenho andado com o computador. Prometo que, sempre que conseguir , venho escrever. Obrigada por todo o vosso carinho e por passarem por cá e deixarem a vossa opinião. Kiss's :)


-Entra, amor.
-Toma- sorriu.
"Ana, tentei ligar-te, mas faltou-me a coragem e não é preciso começares a dizer que sou um idiota. Eu sei disso por causa de todos os meus actos. Mas, fogo, dá-me mais uma oportunidade e volta para casa! Eu não te quero ver mal, aliás, quem me dera que isto tudo não tivesse acontecido! Volta, por favor. Um beijo do teu irmão que, apesar de tudo, te adora."
-Como é que ele ainda teve coragem de me mandar isto?
-De facto, é preciso ter muita lata para te mandar uma mensagem destas depois do que aconteceu. Mas, princesa, eu estou aqui, calma.
-Se não fosses tu, eu nem sei onde é que estava neste momento, amor.
-É mais que a minha obrigação, princesa.- Beija-me a testa.- Tive uma ideia, e que tal irmos sair?
-Oh não sei, amor, não me está a apetecer muito..
-Anda, vais gostar, acredita. Veste o casaco e tapa os olhos, nada de espreitar por entre os dedos.- Riu-se.
(...)
-Já posso olhar, amor?
-Já, chata! - Riu-se.
-Oh meu Deus, vamos andar de barco, amor?
-Vamos, pois! Pensas que o teu namorado é o quê?
-Cá entre nós, penso que é um romântico.- Abraço-o.

                                                (Continua ..)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sem medos- XVII

Chegara a casa, sem dizer uma palavra. Não me sentia bem. Sentia-me desiludida e atraiçoada.
-Queridos, chegaram! Já estava preocupada. Está na hora de jantar, venham.
Olhei para o relógio. Já tinha passado tanto tempo e eu ainda não tinha recebido nem uma mensagem de desculpa.
-Desculpe, mas eu não tenho muita fome ..
-Oh então, querida? Tens de te alimentar. Não te preocupes que não ficas gorda - Sorriu.- és uma autentica modelo.
-Ah, muito obrigada.- Tentei sorrir, mas foi uma tentativa em vão.- Vou para o meu quarto descansar um pouco, pode ser?
-Claro que sim, o Jonny vai contigo.
-Não. O Jonny tem de jantar. Ele depois vai lá ter, não é?
Acenou com a cabeça.
Isto tudo tinha me deixado de rastos. Apesar da tristeza que estava a sentir, também me sentia super cansada. Deitei-me na cama e chorei. Chorei muito. Relembrei me de todos os (bons) momentos que tinha passado com o meu irmão. E nem acreditava de como tudo acabou.
(...)
-Posso entrar, princesa?- Fez uma pausa.- O teu telemóvel tocou. Acho que recebes-te uma mensagem.

                                                    (Continua ..)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sem medos- XVI


Fiquei tempos calada, não tinha vontade de falar. O meu irmão tinha superado todos os limites e nem sequer pedira desculpas. Mas será que aquele miúdo não tinha noção dos problemas?
-Estás bem, amor? Senta-te aqui um bocadinho comigo.
-Não me leves a mal, Jonny, mas eu vou sair um bocadinho. Preciso de espairecer ..
-Não te demores muito, está bem?
-Não te preocupes, não me vou demorar.
-Estou aqui para o que precisares, não te esqueças.
Abri a porta e libertei uma lágrima, mas limpei-a logo, para não se notar. De seguida, mais uma, e outra e outra. Não aguentei mais. Estava triste e sentia-me só. Apesar de tudo, ele era meu irmão. E custa muito mais ouvir estas coisas da boca de um familiar do que propriamente de um amigo. 
"Não te podes deitar a baixo desta forma, Ana. Ele neste momento deve de estar com os amigos e ainda nem sequer se apercebeu do seu erro e da forma de como lidou contigo.", pensei.
(...)
-Ana, estás aqui!- Abraçou-me.
-Calma, Jonny. 
-Estives-te a chorar, amor?- pôs me as mãos no rosto.- Estás com o narizinho vermelho.
Acenei com a cabeça.
-Oh amor, vem cá- beijou-me- queres falar um bocadinho? 
-Não me apetece muito, amor. Acho que já chega de emoções fortes por hoje.

Sheridan .
                                                 (Continua ..)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sem medos- XV

-Ana?
-Sim, sou eu, Pedro. Afinal, sempre vieste.
-Mais valia não ter vindo! Mas afinal quem é este gajo?
-Primeiro não falas assim, está bem? Ele é o Jonny, o meu namorado.
-Olha, que lindinhos. Felicidades, sim? Agora não me chateiem.
-Tu não vais mudar nunca, pois não?
-Combinaram os dois a conversa, foi?
-Não vale mesmo a pena tentar falar contigo!
Vi-o acender um cigarro com um isqueiro e nem estava a acreditar:
-Pedro, o que é que estás a fazer?
-Não se nota?
-Tu agora até já fumas? Deves estar com umas lindas companhias, de facto .. Queres acabar com a tua vida?
-A falares assim até parece que me vou matar.
-E vais! Não de repente, mas aos poucos. Será que também não sabes as consequências do tabaco?
-Calma. Estás mais preocupada do que eu. - riu-se.
-Pois claro, eu preocupo-me contigo. Ouve, não estragues a tua vida por uma porcaria dessas. Tens 14 anos a caminho dos 15 e andas a fazer isso? Nem eu, que sou mais velha que tu, fumo!
-Mas tu sempre foste muito perfeitinha, já nem digo mimada..
-Mimada eu? Quem é que ficava sempre com tudo do "bom e do melhor"? Quem é que recebia mais presentes no Natal? Quem é que era o preferido dos pais?- senti a mão do jonny no meu ombro.- Quem é mimado, então?
Deu-me um estalo. Sim, o meu irmão, tinha acabado de me dar um estalo.
-Acabei de perder todo o respeito por ti, Pedro. Saí daqui.
-Como queiras, maninha.
-Ele não vai sair daqui sem um "presente" meu.
O Jonny tinha acabado de bater no Pedro. Deu lhe um murro. E para não bastar, estavam os dois agora envolvidos fisicamente. O dia não podia estar a correr-me melhor.
(...)
- Parém os dois! Saí, Pedro! Agora! Já causas-te danos suficientes.
Ouviu-se um estrondo. Era a porta a bater com (bastante) força.

      (Continua .. )