-O que queres que te diga?
-A tua história- sorri.
-Não há muito para contar ..
-Mas deve de haver algo.
-Sabes, ainda é tudo muito recente.. O meu irmão morreu à 2 meses num acidente de carro e a culpa foi minha. O meu pai estava a conduzir muito bem e eu e o meu irmão estávamos a jogar consola. Até que ele começou a fazer batota e eu comecei aos berros. O meu pai, para pôr respeito e para acabar com aquela confusão toda, virou-se para trás e não viu o carro da frente.
-E o teu pai? Sobreviveu?
-Sim, por mais estranho que pareça, sobreviveu. Partiu um braço, apenas.
-Ouve, tu não te podes culpar de tudo isso. Se aconteceu o que aconteceu ao teu irmão é porque tinha de acontecer, já estava destinado. É obra do destino, é ele que comanda o futuro e, por vezes, o presente.
-Quando dizes isso, as coisas até parecem mais fáceis.- Deu-me a mão.
-Mais fáceis não são, são mais simples.-Sorri.
-Obrigada.
-Pelo quê?
-Apareces-te hoje na minha vida, e já estás a torna-la melhor, ou por menos, mais simples- riu-se.
Dito isto, a cara dele aproximou-se da minha e, após uns segundos, senti os lábios dele nos meus.
(Continua .. )
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Sem medos- II
Deixei que ele me levasse até a um jardim e, quando dei por nós, ele estava com a mão na minha:
-Ouve, podes confiar em mim. Eu sei que no inicio fui um bocadinho bruto para ti, mas eu estou preocupado contigo. Não falas-te durante todo o caminho ..
-Desculpa, estava distraída com a paisagem.
-Conta-me o que se passa contigo.
-É uma longa história, acredita ..
-Temos a tarde toda pela frente- sorriu.
-Estás pronto, então?
-Prontíssimo!
-Eu fugi, porque estou farta do ambiente em minha casa- Olhei para ele, e percebi que ele permanecia imóvel e em silencio para não me incomodar.- O meu irmão foi sempre muito rebelde. Está sempre a fazer disparates e não se preocupa com as consequências. E, de à uma semana para cá, está insuportável! E, para não bastar, agora os meus pais acham que são os culpados de tudo isto e decidiram divorciarem-se! Todos os dias é a mesma coisa : discussões atrás de discussões.
-Mas tu não tens culpa disso. Não te podes culpar.
-De facto, não tenho, mas estou farta. Cheguei ao limite. Não sabes o que isto é ..
-Sei melhor do que tu pensas, acredita.
-Como assim?
-Tenho uma história parecida com essa ..
-Acho que chegou a tua vez de falar.
-Ouve, podes confiar em mim. Eu sei que no inicio fui um bocadinho bruto para ti, mas eu estou preocupado contigo. Não falas-te durante todo o caminho ..
-Desculpa, estava distraída com a paisagem.
-Conta-me o que se passa contigo.
-É uma longa história, acredita ..
-Temos a tarde toda pela frente- sorriu.
-Estás pronto, então?
-Prontíssimo!
-Eu fugi, porque estou farta do ambiente em minha casa- Olhei para ele, e percebi que ele permanecia imóvel e em silencio para não me incomodar.- O meu irmão foi sempre muito rebelde. Está sempre a fazer disparates e não se preocupa com as consequências. E, de à uma semana para cá, está insuportável! E, para não bastar, agora os meus pais acham que são os culpados de tudo isto e decidiram divorciarem-se! Todos os dias é a mesma coisa : discussões atrás de discussões.
-Mas tu não tens culpa disso. Não te podes culpar.
-De facto, não tenho, mas estou farta. Cheguei ao limite. Não sabes o que isto é ..
-Sei melhor do que tu pensas, acredita.
-Como assim?
-Tenho uma história parecida com essa ..
-Acho que chegou a tua vez de falar.
(Continua ..)
terça-feira, 5 de julho de 2011
Sem medos - I
Meus lindos seguidores, estava inspirada e então, comecei uma historia. Espero que gostem, deixem as vossas opiniões ! ;)
Fui a correr até encarar uma rua que parecia não ter fim. Agora, sentia a adrenalina mais perto que nunca. Sim, era verdade. Eu fugira, e não tinha tensões de voltar:
-Desculpa estar a incomodar, mas sabes dizer me o nome desta rua? Ou melhor, desta cidade?
-Estás em Lisboa, miúda, no Marquês de Pombal. Em que mundo vives?
-No mesmo que tu! Apenas, não sabia onde estava. Peço desculpa pelo incomodo, está bem?!
-Espera! Desculpa, falei mal contigo e tu nem sequer me fizeste nada.
-Não tem mal, não tens de pedir desculpa. Sabes, se existe, por aqui, algum hotel barato?
-Tu estás perdida?
-Nota-se assim tanto?
-Acho que se nota mais do que tu pensas.. Mas, espera, como é que te chamas?
-Chamo-me Ana e tu?
-Sou o João, mas podes me tratar por Jonny.
-Prazer - sorri.
-Não me leves a mal mas, qual é a tua história? Quer dizer, pergunto-te isto porque pareces-me bastante perdida nos teus pensamentos.
-A minha história?
-Sim, já percebi que estás perdida, mas parece-me que não te perdes-te por acaso..
-És bom a identificar as pessoas - ri-me- mas não, eu não me perdi por acaso, eu fugi de casa.
-Fugis-te de casa?!
-Pshiuuuuuuuuuuu! Fala mais baixo, então. Sim, fugi de casa, e sinceramente não me apetece falar muito sobre isso.
-Vem comigo. Depois, vais ter de me contar isso tudo muito bem.
Lá fui com ele (pronto, esta bem, sempre me disseram para não falar com estranhos, mas eu não tinha medo deste rapaz, e ele até me parecia simpático).
Fui a correr até encarar uma rua que parecia não ter fim. Agora, sentia a adrenalina mais perto que nunca. Sim, era verdade. Eu fugira, e não tinha tensões de voltar:
-Desculpa estar a incomodar, mas sabes dizer me o nome desta rua? Ou melhor, desta cidade?
-Estás em Lisboa, miúda, no Marquês de Pombal. Em que mundo vives?
-No mesmo que tu! Apenas, não sabia onde estava. Peço desculpa pelo incomodo, está bem?!
-Espera! Desculpa, falei mal contigo e tu nem sequer me fizeste nada.
-Não tem mal, não tens de pedir desculpa. Sabes, se existe, por aqui, algum hotel barato?
-Tu estás perdida?
-Nota-se assim tanto?
-Acho que se nota mais do que tu pensas.. Mas, espera, como é que te chamas?
-Chamo-me Ana e tu?
-Sou o João, mas podes me tratar por Jonny.
-Prazer - sorri.
-Não me leves a mal mas, qual é a tua história? Quer dizer, pergunto-te isto porque pareces-me bastante perdida nos teus pensamentos.
-A minha história?
-Sim, já percebi que estás perdida, mas parece-me que não te perdes-te por acaso..
-És bom a identificar as pessoas - ri-me- mas não, eu não me perdi por acaso, eu fugi de casa.
-Fugis-te de casa?!
-Pshiuuuuuuuuuuu! Fala mais baixo, então. Sim, fugi de casa, e sinceramente não me apetece falar muito sobre isso.
-Vem comigo. Depois, vais ter de me contar isso tudo muito bem.
Lá fui com ele (pronto, esta bem, sempre me disseram para não falar com estranhos, mas eu não tinha medo deste rapaz, e ele até me parecia simpático).
(continua ..)
Saudade? Sabes o que isso é? Partis-te e levas-te o meu coração, onde guardei tudo o que sinto por ti. Não te peço que voltes, peço-te apenas para me devolveres o meu coração. Liberta-me, deixa-me ser feliz... quando partis-te roubaste-me tudo o que me fazia feliz, roubaste-me o que me pertencia, ou o que julgava pertencer-me.
Porquê isto? Não podias simplesmente ter partido, tantas palavras, tantas promessas, tantos beijos, tantos momentos, e perdi tudo, queria que tudo voltasse, mas nao te vou pedir para voltares. Vai voltar a ser o mesmo, vais voltar a partir e eu vou voltar a ficar sem nada. Explica-me o porquê de partires e voltares? Cada vez que partes levas-me tudo o que me faz viver, deixas apenas o meu corpo. Agora pergunto-me, alguma vez te tive? Vai embora, mas desta vez deixa o meu coração comigo.
Porquê isto? Não podias simplesmente ter partido, tantas palavras, tantas promessas, tantos beijos, tantos momentos, e perdi tudo, queria que tudo voltasse, mas nao te vou pedir para voltares. Vai voltar a ser o mesmo, vais voltar a partir e eu vou voltar a ficar sem nada. Explica-me o porquê de partires e voltares? Cada vez que partes levas-me tudo o que me faz viver, deixas apenas o meu corpo. Agora pergunto-me, alguma vez te tive? Vai embora, mas desta vez deixa o meu coração comigo.
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