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domingo, 15 de abril de 2012


Aproximo-me da praia, e sento-me à beira-mar. Não está o calor abrasador que costuma estar. Não estão presentes as caras já conhecidas e só se vêm surfistas no alto mar. Sinto um arrepio na espinha, e aconchego-me mais na areia. Agarro-a numa mão e, oh, como gostava que ela permanecesse, sempre, com a mesma quantidade. Encontro uma pedra, e mando-a o mais longe possível. Não tenho força e acaba por ser apanhada por alguém. Aliás, não sei se embateu com esse alguém, porque tenho os olhos com lágrimas. «Dia dificil?», pergunta-me. Reflicto. «Tempos difíceis», acabo por responder. A conversa toma um rumo distante, diferente, que me aconchega. Não sei como nem porquê, encosto-me a ti, e consigo ver-te a esboçar um sorriso. Sorriu também e acabo por adormecer desta maneira que aprendera a desconhecer. Sinto-te a mexeres-me na mão e a entregares-me algo leve, mas com um peso que me abala o coração. Abro os olhos, devagar e o vazio preenche-se de mim. Estou em casa, no meu pequeno quarto de cor cinzento. Visualizo a minha mão e a surpresa invade-me a alma. Está fechada, a guardar algo. Abro-a devagar e tenho uma pequena concha ainda com pequeninos grãos de areia. Esboço, de novo, um sorriso, mas este diferencia-se do outro. Oh, como gostava de ter acordado e de ter comigo. Olho para o relógio e vejo um envelope em cima da mesa. Somente diz que, em breve, nos vamos encontrar num grande e leve sonho narrado numa folha de papel. 

sexta-feira, 23 de março de 2012

O teu lábio era o encaixe perfeito para o meu. As tuas mãos faziam das minhas as mais pequeninas à face da terra e o teu olhar aquecia o meu pequenino coração que tanto amor tinha para dar. As palavras sussurradas ao meu ouvido eram presentes ao final do dia e as tuas gargalhadas eram a melhor recompensa que alguém me podia dar ao final de um dia de trabalho. As conversas longas faziam parte da rotina e as palavras sinceras eram o ingrediente principal  dessa mesma. A troca de olhares comprometidos era uma das formas mais conhecidas de comunicarmos e adormecer enquanto lias era a forma mais bonita de te mostrar o amor, como tantas vezes mo dizias. A forma de como me abraçavas e de como encaixávamos perfeitamente um no outro era o quebra-cabeças que tantas vezes tentamos resolver e que só juntos se completara. A maneira como os meus segredos estavam a salvo contigo dava-me confiança e os teus beijos na minha testa mostravam-me respeito. Faziam-me bem. Tu fazias-me bem, pelo simples facto de te ter comigo de manhã, à tarde e à noite. De te ter somente para mim.
Agora? Tu não só desapareceste do meu dia-a-dia como já não estás presente nos meus sonhos.