Já passou muito tempo .. Ainda te lembras de mim? De todas as promessas quebradas? De todos os sorrisos? De todas as cartas? Ainda te lembras da forma de como sempre te despedias de mim? Da frase que utilizavas? Eu lembro-me bem .. Mas não penses que me sinto exactamente da mesma forma que antes, porque, de facto, é mentira. Já superei o "grande" amor. Já superei os dias de arrependimento, as lágrimas, os dias cinzentos. Agora, ficou a mágoa, o coração partido, que está a ser recuperado aos poucos, a raiva, a frustração. Mas ainda não desapareceu aquele olhar para o nada, com algum fundamento. Aqueles pensamentos que guardo apenas para mim e que não exponho aos outros. E magoa-me saber que tenho de lidar com tudo isto sozinha. Eu já não sou forte o suficiente para lidar com a tua ausência. E não se trata, apenas, de um coração partido, mas sim de uma amizade acabada. E lamento todas as palavras que irei proferir agora, mas já não existe mais nada a dizer. É a ultima carta, são as ultimas palavras. Tu já não és o mesmo à muito tempo, e, com a tua ausência, mudas-te todos aqueles que estavam em teu redor, incluindo-me a mim. Não tivemos sequer uma chance de ponderar a situação. Lamento ter-me tornado mais fria, mas tudo isto, foi por tua culpa. Já não existe mais nada. Chegas-te à meta, vences-te.
Uma ultima pergunta: tu és realmente forte ou só sabes mentir?
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Tenho saudades tuas, não nego. Mas isso não significa que possas fazer tudo o que queres comigo. Ainda tenho sentimentos, apesar de me teres retirado quase todos. Fui tão cega ao proteger-te depois de tudo aquilo que me fizeste passar. E se pudesse, garanto-te que só te diria uma coisa: tudo o que estás a fazer só me está a destruir ainda mais. É dificil odiar alguém que amei tanto. Foi muito tempo. Foi muita partilha. Não só de amor, mas também de amizade. E agora, vejo-me, não só com um coração partido, mas também sozinha. Porque sei que não vou ter o mesmo amigo para me abraçar e me dizer que vai tudo correr bem; que não estou sozinha, e que sou forte o suficiente para sobreviver a tudo isto. Eu sempre fico a pensar em quem posso confiar, de novo. Existe sempre medo, por detrás de todos os sorrisos. E eu não quero viver assim para sempre. Aliás, não posso, porque sempre fui eu quem sorria para encorajar os outros. Sempre fui eu quem dizia que melhores dias viriam, como tu fazias comigo, e não o contrário. Mas bolas, eu sou humana! Eu tenho fraquezas. Cometo erros e tenho medos. E um dia destes, alguém me pergunta se estou bem e eu vou dizer que não, que não me sinto bem.
E depois? Depois, ninguém vai saber o que fazer. E lá vou eu, de novo, esboçar um novo "sorriso". E eu não sou boa o suficiente. Não para mentir. Não para enganar.
(...) E a carta perdeu-se entretanto. A escrita começou a falhar e as letras perderam a sua intensidade.
E depois? Depois, ninguém vai saber o que fazer. E lá vou eu, de novo, esboçar um novo "sorriso". E eu não sou boa o suficiente. Não para mentir. Não para enganar.
(...) E a carta perdeu-se entretanto. A escrita começou a falhar e as letras perderam a sua intensidade.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Talvez tudo isto se tenha tornado confuso, mas não guardo rancor. Apenas, momentos gravados no peito e sorrisos que outrora me completaram. Momentos que me fizeram perder a cabeça, mas que me tornaram mais forte, de alguma forma. Neste momento, é tão estranho sentir saudades de algo que nunca me fez bem. De sentir saudades de alguém que me era tudo, e que, hoje, significa o nada. De alguém que me destruía um pouco mais a cada dia que passava. Que me rebaixava perante todos os outros. Agora, tudo isso mudou. O preto deu lugar às cores; o amor do passado, deu lugar à indiferença e as lágrimas de antigamente deram lugar aos sorrisos de hoje. E tudo isto se deu, porque pude sentir-te a esqueceres-me, de uma forma realmente assustadora. E digo assustadora, vendo o tempo que levas-te a consegui-lo. Era como, se tivesse a desaparecer aos poucos, sem a tua presença no meu dia-a-dia. E eras tão importante que nem mesmo um milhão de murros, me fariam odiar-te. Agora, não. Habituei-me ao teu vazio. Habituei-me a ter de acordar e saber que não te iria ver ao longo do dia. Habituei-me a ser apenas eu, sem precisar de alguém para me fazer feliz. E, talvez, isso me torne na pessoa que sou hoje, ou pelo menos, na pessoa em que me tornei.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
E quando existe um recomeço, tem de existir um cartão de memória que vai ser apagado aos poucos e poucos até que não haja rastos desse mesmo. Mas até lá vão existir as recordações, as memórias, os corações partidos e os sorrisos quebrados. Vão existir os dias escuros, as janelas embaciadas e o olhar em baixo. Mas não só. Também vão existir os dias felizes, o sorriso verdadeiro, a gargalhada sincera e as brincadeiras sem nexo. Vão existir os dias em que parece que estamos a morrer, mas também vão existir os dias em que não conseguimos parar de sorrir nem que seja por um bocadinho. Vão existir dias que te levantas sem motivo, mas vão existir também aqueles com que sempre sonhas-te. Vais sentir-te amada num dia, mas desprezada no outro. Vão ser meses difíceis, mas vão aparecer também, semanas calmas e serenas. Um verdadeiro recomeço terá de passar por tudo isto. E aí assim: tudo irá correr bem, ou pelo menos, melhor que o outro.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
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